Bioeconomia – O governo federal anunciou nesta quarta-feira (27) um investimento de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para impulsionar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados às cadeias socioprodutivas da Amazônia Legal.
O anúncio foi realizado em Iranduba, na região metropolitana de Manaus (AM), durante cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os recursos serão destinados ao programa “Desafios da Amazônia”, coordenado pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).
A iniciativa tem como foco o fortalecimento da bioeconomia, o desenvolvimento sustentável e a valorização das cadeias produtivas regionais. Segundo o governo federal, os investimentos deverão financiar até duas chamadas públicas e apoiar pelo menos 18 projetos colaborativos, com média de R$ 7 milhões por iniciativa.
Os projetos deverão reunir instituições científicas e tecnológicas da Amazônia Legal em parceria com organizações socioprodutivas locais, promovendo soluções inovadoras para desafios econômicos e ambientais da região.
Açaí, cacau e pescado estão entre as prioridades
O primeiro edital do programa terá foco em cadeias produtivas consideradas estratégicas para a economia amazônica, como açaí, cacau, castanha, babaçu e pescado.
A proposta é desenvolver tecnologias e soluções que agreguem valor à produção regional, fortaleçam a bioeconomia e ampliem a geração de renda para comunidades tradicionais e produtores locais.
De acordo com o governo, a expectativa é desenvolver cerca de 36 soluções tecnológicas voltadas aos principais gargalos das cadeias produtivas amazônicas, envolvendo pelo menos 72 instituições científicas e aproximadamente 630 pesquisadores da Amazônia Legal.
Fundo Amazônia reforça ações de preservação e desenvolvimento sustentável
Durante o evento, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a importância da ciência produzida na própria Amazônia para o desenvolvimento sustentável da região.
Segundo ele, o fortalecimento de universidades, institutos de pesquisa e organizações locais é essencial para transformar ciência, tecnologia e inovação em geração de renda e preservação ambiental.
O acordo foi assinado por representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, BNDES, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).
Criado em 2008, o Fundo Amazônia financia ações de combate ao desmatamento e projetos voltados à conservação e ao uso sustentável da floresta. Desde a retomada das operações do fundo, em 2023, mais de R$ 1,6 bilhão já foram destinados a atividades produtivas sustentáveis na Amazônia Legal, segundo dados do governo federal.
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