BIOECONOMIA – O Seminário Prospera Sociobio, iniciado na última terça-feira (30), em Brasília, marcou o avanço do Edital Prospera Sociobio para a etapa de implementação dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na Amazônia. A iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e com financiamento do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), reúne as seis redes regionais selecionadas para atuar em seis Territórios da Sociobioeconomia (TSBio), nos estados do Pará, Amapá, Amazonas e Acre, com investimento previsto de até R$ 70,2 milhões.
A programação do primeiro dia reuniu representantes do Governo Federal, organizações parceiras e integrantes das Redes selecionadas em um momento de integração e alinhamento. Ao longo do seminário, foram apresentados programas, políticas públicas e serviços disponibilizados por diferentes órgãos federais e parceiros, que poderão apoiar a atuação dos Núcleos durante a implementação dos projetos.
Entre os destaques da programação estiveram a contextualização da Estratégia Nacional de Bioeconomia (ENBio), do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) e do Prospera Sociobio, além da apresentação de instrumentos de apoio voltados ao acesso a crédito, assistência técnica, fortalecimento de mercados e integração com políticas públicas federais.
Ao final da programação, foi realizada a assinatura simbólica dos contratos com as Redes selecionadas, oficializando o início desta nova etapa do Prospera Sociobio e reforçando o compromisso conjunto entre poder público, sociedade civil e organizações territoriais para impulsionar uma economia baseada na floresta em pé.
Segundo Virgilio Viana, superintendente-geral da FAS, a parceria entre o Governo Alemão, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e a FAS foi essencial para viabilizar o edital dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na Amazônia.
“Nesse modelo de atuação da FAS como agência implementadora, criamos uma estratégia de apoio com adiantamento de recursos. Foram R$1,5 milhão de reais antecipados, o que permitiu a realização das oficinas nos territórios, ações de divulgação, capacitações e todo o trabalho necessário para que essa construção avançasse. Acreditamos na parceria e, a partir desses seis polos de fortalecimento da sociobioeconomia, teremos uma nova perspectiva para a valorização da floresta em pé e para a construção da prosperidade dos guardiões da floresta”, afirma.
Para Carina Pimenta, Secretária Nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Prospera Sociobio representa a construção de um caminho concreto para que a política pública chegue aos territórios amazônicos com apoio direto e articulado.
“Todos vocês sabem a importância de quando o governo chega com recursos e apoio direto nos territórios. Esse espaço que criamos não é apenas um projeto, é um ecossistema, uma rede de apoio, em que os territórios se fortalecem entre si e o programa se conecta às políticas públicas. Hoje, a sociobioeconomia tem uma casa no MMA, junto aos ministérios parceiros, e esse é um espaço que deve seguir aberto e trabalhando com vocês”, declara.
Projeto, Núcleos e Redes selecionadas
O Prospera Sociobio tem como objetivo fortalecer negócios comunitários, cooperativas, associações e iniciativas produtivas da sociobiodiversidade. O Programa apoia a criação dos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia, arranjos territoriais formados por redes multi-institucionais, com governança própria e atuação local.
Na prática, os Núcleos funcionarão como pontos de articulação entre organizações comunitárias, parceiros técnicos e instituições públicas e privadas, oferecendo apoio em áreas como assistência técnica, formação, inovação produtiva, acesso ao crédito, qualificação da gestão, comunicação, empreendedorismo, governança e acesso a mercados.
Foram selecionadas seis Redes regionais para implementar os Núcleos nos Territórios da Sociobioeconomia de Altamira, Juruá-Tefé, Macapá, Portel, Rio Branco-Brasileia e Salgado-Bragantino. As Redes são lideradas, respectivamente, pela AMORERI – Associação dos Moradores da Reserva Extrativista do Iriri; Associação de Pesquisa Aplicada, Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Rio Juruá – Instituto Juruá; Associação Instituto Mapinguari; Instituto Internacional de Educação do Brasil; Associação SOS Amazônia; e Instituto Peabiru.
Para Thamyres Oliveira, representante do Instituto Mapinguari, organização-líder da Rede TSBio Macapá, o seminário tem sido um espaço importante de troca e fortalecimento entre as organizações selecionadas.
“Está sendo uma troca incrível, porque estamos tendo um olhar mais técnico sobre uma proposta que foi construída coletivamente e à distância. Hoje, estamos nos conhecendo presencialmente, compartilhando experiências e identificando desafios em comum. Tenho certeza de que daqui vão surgir muitas trocas e que sairemos com mais aliados do que tínhamos antes”, comenta.
Para Robson Gonçalves Machado, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Portel e representante da Rede TSBio Portel, a oficina tem sido um espaço importante para compreender a execução do projeto e sua contribuição para as comunidades amazônicas.
“O sindicato faz parte da rede do Prospera Sociobio, uma iniciativa fundamental para o desenvolvimento e o apoio às comunidades da Amazônia. Estamos aqui na oficina entendendo melhor como o projeto será desenvolvido e conseguimos enxergar o quanto ele é importante para as comunidades tradicionais, para que elas possam viver da floresta de forma sustentável”, afirma.
Sobre o Projeto Sociobioeconomia da Amazônia
O projeto integra a cooperação entre os governos do Brasil e da Alemanha para implementação da Estratégia Nacional de Bioeconomia (ENBio), que orienta o estímulo a atividades econômicas sustentáveis, valorizando a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos da floresta. A coordenação política é do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Secretaria Nacional de Bioeconomia (SBC). A implementação é realizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com financiamento do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).
Sobre a FAS
A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.
*Com informações Up Comunicação Inteligente
Leia também:
BNDES lança edital de R$ 17,5 milhões para organizações periféricas da Região Norte e do Maranhão







