Transição Energética – A alta nos preços do petróleo provocada pela guerra envolvendo o Irã está acelerando a procura por carros elétricos em diferentes regiões do mundo. Segundo análise da Agência Internacional de Energia (IEA), a escalada no valor dos combustíveis fósseis impulsionou as vendas de veículos elétricos, especialmente na América Latina e no Sudeste Asiático.
De acordo com o relatório divulgado pela IEA e repercutido pelo site Climate Change News, quase 30% dos veículos vendidos globalmente em 2026 deverão ser elétricos. A estimativa é que o mercado alcance cerca de 23 milhões de unidades comercializadas no ano, o equivalente a 28% das vendas mundiais de veículos leves.
Na América Latina, as vendas de carros elétricos cresceram 75% nos três primeiros meses de 2026, impulsionadas principalmente pelos mercados do Brasil e do México. Já em países asiáticos fora da China, o crescimento foi de 80% no mesmo período. Na Europa, o avanço registrado foi de aproximadamente 30%.
Segundo a Agência Internacional de Energia, a crise energética agravada pelo conflito no Oriente Médio evidenciou uma das principais vantagens econômicas dos veículos elétricos: a menor dependência do petróleo e dos impactos causados pela volatilidade internacional dos combustíveis.
A análise aponta que o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, após ataques militares envolvendo Estados Unidos e Israel, provocou uma das maiores interrupções na oferta global de petróleo já registradas, pressionando os preços da gasolina e do diesel em diversos países.
Para a chefe da unidade de inovação tecnológica da IEA, Araceli Fernandez, a crise reforçou os benefícios econômicos da mobilidade elétrica e criou um cenário favorável para a expansão do setor automotivo sustentável.
A especialista ressalta, no entanto, que parte dos efeitos da crise ainda deve ser percebida gradualmente no mercado, devido ao tempo entre a compra e a entrega dos veículos, além da dependência de incentivos governamentais em algumas regiões.
Foto: reprodução Magnific
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