Agronegócio – A produção de café no Amazonas vem registrando forte crescimento entre os anos de 2021 e 2025, impulsionando agricultores do interior e consolidando o estado como uma nova fronteira da cafeicultura brasileira.
Nesse período, a área plantada saltou de 517,81 hectares para 2.312,2 hectares, refletindo a expansão do cultivo do robusta amazônico, variedade que vem ganhando destaque na região.
O avanço da cafeicultura no estado é resultado direto de pesquisas desenvolvidas pela Embrapa e pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que viabilizaram o desenvolvimento de uma variedade híbrida adaptada ao clima e ao solo amazônico. Estudos iniciados em 2015 apontam dois principais tipos de café: arábica e conilon, sendo este último a base do robusta amazônico cultivado na região.
Com a evolução tecnológica e o apoio institucional, o número de cafeicultores mais que dobrou no Amazonas, passando de 600 para 1.411 produtores. Como resultado, a produção estadual atingiu cerca de 2,8 mil toneladas no último ano.
No interior do estado, histórias como a da agricultora Edna Pereira refletem essa transformação. Há cerca de três anos, ela iniciou o cultivo de café e vem ampliando gradativamente sua produção. O projeto começou com 10 mil pés, passou para 20 mil e deve chegar a 30 mil pés até o fim do ano.
Atualmente, a produtora trabalha com mais de 20 tipos de clones de café, buscando maior qualidade no produto final e melhores resultados produtivos.
Para avançar na etapa de beneficiamento dos grãos, Edna busca investimentos em maquinário agrícola, etapa em que entra o apoio da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), que oferece linhas de crédito para agricultores locais.
Com o fortalecimento da cadeia produtiva, pesquisadores, produtores e instituições de fomento demonstram otimismo quanto à expansão da cafeicultura no Amazonas, que se consolida como uma alternativa econômica sustentável para o interior do estado.
Foto: Rede Amazônica
*Com informações G1 Amazônia Agro
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