TRANSIÇÃO ENERGÉTICA – O Brasil foi o terceiro país que mais economizou com a redução do consumo de combustíveis fósseis graças à expansão das energias renováveis em 2025. Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (2) pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), a economia brasileira alcançou US$ 32 bilhões no período.
O levantamento mostra que, em escala global, o avanço das fontes renováveis evitou gastos de aproximadamente US$ 480 bilhões com petróleo, gás natural e carvão ao longo do ano.
A China liderou o ranking mundial, com uma economia estimada em US$ 177 bilhões, equivalente a cerca de 47% do total global. Na segunda posição aparecem os Estados Unidos, com US$ 35 bilhões, seguidos pelo Brasil.
Completam a lista dos países que mais economizaram a Índia e a Alemanha, ambas com US$ 18 bilhões, além do Japão, que registrou uma economia de US$ 15 bilhões.
Renováveis ampliam economia e reduzem emissões
De acordo com a Irena, tecnologias como a energia solar e a eólica se consolidaram como alternativas mais econômicas do que as fontes fósseis, além de contribuírem para a segurança energética e a estabilidade econômica diante das oscilações do mercado internacional.
O relatório estima que mais de 90% da capacidade de geração renovável em escala de utilidade pública instalada em 2025 apresentou custos inferiores aos da alternativa fóssil mais barata disponível.
Além dos ganhos econômicos, a expansão das energias renováveis evitou a emissão de aproximadamente 8,4 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂), reforçando seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.
Fontes limpas ajudam países a enfrentar crises internacionais
A agência também destaca que a ampliação da geração renovável tem servido como proteção para países diante de crises geopolíticas e da volatilidade dos preços da energia.
Entre os exemplos citados estão Indonésia, Tailândia e Filipinas. Juntas, as três economias do Sudeste Asiático deixaram de importar cerca de US$ 5,7 bilhões em carvão e gás natural ao substituir parte do consumo por fontes renováveis.
Para o diretor-geral da Irena, Francesco La Camera, a redução dos custos da energia limpa representa um importante benefício econômico para os países.
Segundo ele, cada novo megawatt de capacidade renovável fortalece a proteção das economias contra as oscilações dos preços dos combustíveis fósseis, beneficiando consumidores, empresas e as contas públicas.
La Camera também ressalta que os conflitos envolvendo a Ucrânia e o Oriente Médio reforçam a necessidade de ampliar os investimentos em energias renováveis como estratégia para aumentar a resiliência energética, reduzir riscos econômicos e fortalecer a competitividade das nações.
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