Comércio – Os preços do suíno vivo no mercado brasileiro registraram queda no início de abril, mesmo diante do crescimento das exportações e do aumento da produção nacional. O movimento chamou atenção do setor, já que o período costuma apresentar demanda mais aquecida.
Segundo dados da Itaú BBA, as cotações em São Paulo ficaram praticamente estáveis em março, com leve alta de 0,3%, mantendo o animal em torno de R$ 6,95 por quilo.
Já no início de abril, houve recuo de 7,7%, levando o preço médio do primeiro decêndio para R$ 6,40 por quilo.
Valores voltam a níveis de anos anteriores
Com a queda, os preços retornaram a patamares próximos aos registrados entre 2022 e 2024, ficando cerca de 25% abaixo dos níveis observados no ano passado.
Margem da suinocultura também encolhe
O spread da atividade suinícola também apresentou retração:
📉 Março: cerca de 10%
📉 Mesmo nível de fevereiro
📉 Bem abaixo dos 23% registrados no mesmo período do ano anterior
Para abril, a projeção indica nova queda, podendo atingir 2%, o menor nível desde junho de 2023.
Exportações seguem fortes
Mesmo com a pressão no mercado interno, o setor exportador apresentou desempenho robusto.
Em março, os embarques de carne suína in natura somaram 132 mil toneladas, recorde para o mês e volume 26% superior ao mesmo período de 2025.
No acumulado do primeiro trimestre, o crescimento das exportações chega a 15%.
Principais compradores
Entre os mercados de destaque estão:
📍 Filipinas – alta de 74%
📍 Japão – alta de 60%
Juntos, os dois destinos responderam por 43% das exportações brasileiras.
Dados preliminares apontam aumento de 4% nos abates no primeiro trimestre. Ainda assim, mesmo com maior produção, a oferta interna de carne suína teve apenas leve variação, devido ao crescimento das vendas externas.
O mercado acompanha agora se o consumo interno reagirá nas próximas semanas e se a demanda internacional continuará sustentando o setor.
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