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Home TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Universidade do Amapá desenvolve tecnologia para reduzir desperdício e gerar renda com resíduos de pescado

Projeto transforma sobras de peixes e camarões em produtos alimentícios sustentáveis.

Redação por Redação
14 de julho de 2026
em DESTAQUE, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Tempo de leitura: 3 minutos de leitura
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Universidade do Amapá desenvolve tecnologia para reduzir desperdício e gerar renda com resíduos de pescado

Foto: Albenir Sousa/Rede Amazônica AP

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TECNOLOGIA E INOVAÇÃO – Um projeto desenvolvido pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap) está transformando resíduos de peixes e crustáceos que antes seriam descartados em novos produtos alimentícios, como farinhas e petiscos. A iniciativa, realizada no Laboratório de Biologia Pesqueira e Beneficiamento da instituição, busca incentivar o aproveitamento integral do pescado, reduzir o desperdício e criar alternativas de geração de renda para comunidades ribeirinhas da Amazônia.

A pesquisa utiliza equipamentos específicos para o processamento dos resíduos e aposta em soluções sustentáveis que possam ser aplicadas pelas próprias comunidades, fortalecendo a economia regional e promovendo o consumo consciente.

Segundo a coordenadora do projeto, Daniele Hoshino, o estudo surgiu a partir da necessidade de encontrar soluções para o grande volume de resíduos gerados diariamente pela atividade pesqueira.

“A ideia do projeto surgiu devido a um problema, que é a quantidade de resíduo de pescado gerado diariamente. Se ele for tratado de forma correta, pode servir tanto para a alimentação humana como para a alimentação animal”, explicou.

A iniciativa ganhou destaque durante as comemorações do Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador, celebrado nesta quarta-feira (8), evidenciando o papel da pesquisa científica e da participação feminina no desenvolvimento de tecnologias voltadas às necessidades da população amazônica.

Resíduos do camarão são transformados em novos produtos

Uma das principais frentes da pesquisa é o aproveitamento dos resíduos do camarão, abundantes em comunidades ribeirinhas do Amapá, como o arquipélago do Bailique, distrito de Macapá.

De acordo com a coordenação do projeto, todas as metodologias foram desenvolvidas para serem de baixo custo e de fácil aplicação, permitindo que os próprios moradores possam produzir os novos alimentos utilizando recursos acessíveis.

Entre os resultados obtidos estão produtos elaborados com o aproveitamento integral do crustáceo.

“Nós já elaboramos diversos produtos. Conseguimos aproveitar integralmente o camarão. Geramos farinha de camarão, que pode ser utilizada para saborizar os alimentos, e também um petisco produzido a partir dos resíduos”, destacou Daniele Hoshino.

Estudantes participam do desenvolvimento

O projeto também proporciona formação prática aos estudantes da universidade. Bolsista de iniciação científica, Eloísa Freire participa da pesquisa há um ano e foi responsável pelo desenvolvimento de uma farinha de saborização produzida a partir dos resíduos de camarão.

Segundo a estudante, o processo inclui etapas de secagem, trituração e adição de especiarias para garantir qualidade e sabor ao produto final.

“Nós fizemos primeiramente a secagem a 60 graus em estufa durante aproximadamente 48 horas. Depois, o material passou pelo processo de trituração até atingir uma textura bem fina. Em seguida, adicionamos especiarias como páprica, cheiro-verde e cebola desidratados para obter um produto bem desenvolvido”, explicou.

Pesquisa alia sustentabilidade, ensino e desenvolvimento social

Além dos benefícios ambientais, o projeto aproxima a universidade das comunidades e do mercado, promovendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão.

Segundo Eloísa Freire, o objetivo é transformar o conhecimento produzido na universidade em soluções que contribuam para melhorar a qualidade de vida da população.

“Enquanto universidade, buscamos trabalhar os três eixos. No ensino, aplicamos os conhecimentos das disciplinas; na pesquisa, desenvolvemos novas tecnologias; e, na extensão, levamos essas tecnologias sociais para além dos muros da universidade”, concluiu.

Leia também:

Startups brasileiras apostam na IA para transformar MPEs da saúde, energia solar, crédito e outros setores

 

Tags: AmapáAmazôniaAproveitamento integral do pescadoBiologia pesqueiraComunidades ribeirinhaseconomia sustentávelFarinha de camarãoPESQUISA CIENTÍFICAsustentabilidadeUeap

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