Transição Energética – As vendas globais de veículos elétricos devem alcançar cerca de 25% de participação no mercado já nos próximos meses e chegar a 28% até o final de 2026, segundo o relatório Global EV Outlook 2026, da Agência Internacional de Energia.
O estudo aponta que o mercado mundial de carros elétricos ultrapassou 17 milhões de unidades vendidas em 2025, mantendo um ritmo consistente de crescimento, mesmo em meio a desacelerações econômicas em alguns países e à redução gradual de incentivos governamentais.
De acordo com a IEA, os veículos elétricos deixaram de ocupar um espaço de nicho e passaram a integrar de forma estruturada o mercado automotivo global. A China segue como líder absoluta nesse movimento, concentrando grande parte da produção de baterias e dominando a cadeia industrial do setor.
O relatório também destaca a crescente participação de mercados emergentes na eletrificação, com destaque para América Latina, Sudeste Asiático e outras regiões em desenvolvimento, que começam a acelerar sua adesão aos veículos elétricos.
Esse avanço tem provocado mudanças profundas na indústria automotiva global. A produção em larga escala, a concorrência entre fabricantes e a redução dos custos de fabricação estão redesenhando o setor, que antes era impulsionado principalmente por inovação e subsídios.
A expansão das montadoras chinesas também tem sido um fator decisivo para a popularização dos elétricos, especialmente em mercados onde modelos mais acessíveis ampliam o acesso à tecnologia.
No Brasil, o processo de eletrificação também avança, ainda que em ritmo menor. Dados recentes da BloombergNEF indicam crescimento de 184% nas vendas de veículos elétricos em março de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Além disso, o governo federal lançou o programa Move Brasil, que prevê linha de crédito de até R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativo e taxistas, incluindo veículos elétricos entre as opções financiáveis.
A IEA avalia que a tendência global de crescimento dos veículos elétricos deve continuar nos próximos anos, embora com variações entre países, dependendo de fatores como infraestrutura, políticas industriais, preços e capacidade produtiva.
Foto: reprodução Magnific
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