Tecnologia e Inovação – Pesquisadores da China e de Hong Kong desenvolveram uma nova geração de bateria de água capaz de durar milhares de ciclos de recarga sem perder eficiência, além de apresentar descarte ambiental seguro e composição não tóxica.
A tecnologia, divulgada na revista científica Nature Communications, utiliza um eletrólito à base de água com sais de magnésio e cálcio — materiais de baixo custo e amplamente utilizados na indústria alimentícia. Diferente das baterias tradicionais de lítio, o sistema não é inflamável, reduz riscos de explosão e apresenta menor impacto ambiental.
Segundo o estudo, a bateria alcançou mais de 120 mil ciclos em laboratório, mantendo cerca de 72% da capacidade original, um desempenho considerado muito superior ao das baterias convencionais atualmente usadas em veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
O grande diferencial está no eletrólito de pH neutro, semelhante ao da água pura. Nas baterias aquosas tradicionais, substâncias corrosivas acabam degradando os componentes internos ao longo do tempo. Já o novo sistema praticamente elimina essas reações químicas indesejadas, aumentando significativamente a durabilidade.
Outro ponto importante é o uso de um material especial à base de carbono no ânodo da bateria, desenvolvido para melhorar o transporte de íons e reduzir perdas energéticas durante a recarga.
Além da longa vida útil, os pesquisadores destacam que a composição da bateria atende normas internacionais de descarte ambiental, sem presença significativa de metais pesados ou substâncias altamente tóxicas.
A tecnologia foi projetada principalmente para sistemas de armazenamento de energia renovável, como usinas solares e eólicas, onde segurança, custo reduzido e durabilidade são fatores estratégicos.
Os pesquisadores também realizaram testes em células de tamanho mais próximo ao comercial, obtendo estabilidade por mais de três mil ciclos, o que reforça o potencial da tecnologia para aplicações futuras em larga escala.
Embora ainda sejam necessárias novas etapas de validação antes da comercialização, o avanço pode representar um importante passo para o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis no setor energético global.
*Com Informações CNN Brasil
Foto: reprodução Magnific
Leia também:
Fapeam recebe inscrições para programa Amazônidas 2026 voltado a pesquisadoras do interior






