• QUEM SOMOS
  • FALE CONOSCO
  • QUEM SOMOS
  • FALE CONOSCO
  • TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
  • INDÚSTRIA
  • COMÉRCIO
  • BIOECONOMIA
  • SERVIÇOS
  • EVENTOS
  • EDUCAÇÃO
  • PODCAST
  • VÍDEOS
  • NOTÍCIAS
  • ARTIGOS
  • TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
  • INDÚSTRIA
  • COMÉRCIO
  • BIOECONOMIA
  • SERVIÇOS
  • EVENTOS
  • EDUCAÇÃO
  • PODCAST
  • VÍDEOS
  • NOTÍCIAS
  • ARTIGOS
  • TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
  • INDÚSTRIA
  • COMÉRCIO
  • BIOECONOMIA
  • SERVIÇOS
  • EVENTOS
  • EDUCAÇÃO
  • PODCAST
  • VÍDEOS
  • NOTÍCIAS
  • ARTIGOS
  • TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
  • INDÚSTRIA
  • COMÉRCIO
  • BIOECONOMIA
  • SERVIÇOS
  • EVENTOS
  • EDUCAÇÃO
  • PODCAST
  • VÍDEOS
  • NOTÍCIAS
  • ARTIGOS
Home TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

“Muvuca de sementes”: técnica ancestral alia saber tradicional e ciência no Amazonas 

Iniciativa para reflorestamento faz parte do projeto “Floresta Olímpica do Brasil” promovido pela COB e executado pelo Instituto Mamirauá.

Redação por Redação
4 de maio de 2026
em DESTAQUE, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Tempo de leitura: 4 minutos de leitura
A A
0
“Muvuca de sementes”: técnica ancestral alia saber tradicional e ciência no Amazonas 

Fotos: Tácio Melo

FacebookShare on TwitterWhatsapp

Tecnologia e Inovação – A técnica de reflorestamento conhecida como “muvuca de sementes” vem sendo aplicada pelo Instituto Mamirauá junto a ribeirinhos, em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB). A equipe técnica afirma que o método tem se mostrado mais eficiente do que o plantio convencional por mudas neste projeto. A técnica consiste na mistura de diferentes espécies de sementes, lançadas diretamente no solo para promover a regeneração da floresta.

A iniciativa ocorre em áreas degradadas da Comunidade Bom Jesus da Ponta da Castanha, localizada na Floresta Nacional de Tefé (Flona), a cerca de 30 quilômetros do município de Tefé (AM). O projeto, que integra ações de restauração ambiental junto a populações tradicionais, deve seguir até 2030 com 6,3 hectares restaurados.

A gerente de Cultura e Valores Olímpicos do COB, Carolina Araújo, destaca a importância da iniciativa e da parceria. “Nestes dois anos, a Floresta Olímpica do Brasil vem amadurecendo como projeto de restauração e fortalecimento comunitário. Com o apoio técnico do Instituto Mamirauá, encontramos soluções adaptadas à Amazônia que unem ciência e tradição, provando que o esporte também pode inspirar sustentabilidade e impacto social”.

A ação, além de contar com a participação direta dos moradores da comunidade junto ao Instituto Mamirauá, recebe visitas anuais do COB. Em 2025, os comunitários receberam treinamentos para a aplicação da técnica e deram início ao processo.

Desde janeiro de 2026, cerca de 256 kg de sementes foram plantadas em 4 hectares de áreas degradadas da comunidade. Entre elas, estão espécies de crescimento rápido, como feijão de porco, feijão guandu, gergelim, crotalária, fedegoso e abóbora, que ajudam na cobertura do solo e na recuperação inicial da área.

Também fazem parte da mistura espécies intermediárias, como embaúba, caju, urucum, maracujá, murici e pente de macaco, responsáveis por dar estrutura à vegetação, além de árvores de longo prazo, como jatobá, ipê amarelo, açaí, angelim, bacuri e buriti, entre outras espécies frutíferas.

Segundo o analista de pesquisa e coordenador operacional da iniciativa, Jean Quadros, a muvuca de sementes se destaca por sua adaptação às condições da Amazônia. “Para a realidade local, essa técnica é muito mais eficiente do que o plantio de mudas, pois o ambiente já oferece condições favoráveis à germinação. Com manejo adequado, as sementes se desenvolvem naturalmente”, explica.

A aplicação da técnica também se dá por fatores geográficos e econômicos. “As sementes são muito mais fáceis de transportar, ocupam menos volume do que as mudas e praticamente não sofrem perdas durante o transporte. Além disso, a técnica é de fácil aplicação, não exige grande quantidade de mão de obra nem o uso de muitos materiais, o que a torna especialmente adequada à realidade da região”, afirma.

Restauração que gera alimento e renda

Para os comunitários envolvidos, a iniciativa aponta para um futuro mais sustentável. A expectativa é que, com o desenvolvimento das sementes plantadas, muitas delas de espécies frutíferas, as áreas restauradas passem a gerar alimentos, oportunidades e renda para a comunidade.

Com o domínio da técnica os moradores também poderão replicar o método em outras áreas degradadas, ampliando os impactos da restauração no território.

“Muvuca de sementes”: técnica ancestral alia saber tradicional e ciência no Amazonas 
Fotos: Tácio Melo

“Me sinto honrado em participar diretamente desse projeto. A gente aprende a trabalhar de uma forma diferente com a natureza, sem precisar destruir para tirar o sustento. Hoje sabemos que é possível plantar, conservar a floresta em pé e ainda garantir renda para a nossa comunidade”, afirma Silas Rodrigues, comunitário envolvido na iniciativa.

Além de recuperar áreas degradadas, a iniciativa fortalece o cultivo de espécies adaptadas ao ambiente amazônico, amplia a diversidade florestal e valoriza o protagonismo das comunidades, integrando restauração ambiental, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.

Entenda a técnica aplicada em solo amazônico
O termo “muvuca” tem origem africana e remete à ideia de mistura. A prática de semear diferentes espécies ao mesmo tempo, no entanto, tem raízes em conhecimentos tradicionais de povos indígenas, que utilizavam o método para garantir a própria subsistência.

A aplicação da muvuca de sementes começa com a preparação do solo, especialmente em áreas degradadas como antigos roçados. A vegetação existente é manejada e mantida como cobertura, ajudando a conservar a umidade e enriquecer o solo. Em seguida, a terra é revolvida para melhorar sua estrutura e fertilidade.

Com o terreno pronto, a mistura de sementes nativas é distribuída e levemente coberta. Cada espécie germina no seu próprio tempo, em um processo que reproduz a dinâmica natural da floresta.

Em comparação ao plantio por mudas, a técnica reduz custos, simplifica a logística e exige menos mão de obra. Além disso, as plantas tendem a desenvolver raízes mais profundas, tornando-se mais resistentes.

O resultado é uma recuperação mais eficiente, com formação de florestas diversas, resilientes e adaptadas às condições amazônicas.

Sobre o Instituto Mamirauá

O Instituto Mamirauá é uma Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que atua por meio de programas de pesquisa, manejo de recursos naturais e desenvolvimento social na Amazônia, tendo como linhas de ação principais a aplicação da ciência, tecnologia e inovação na conservação e uso sustentável da biodiversidade amazônica, bem como a construção e consolidação de tecnologias sociais e programas de manejo em parceria com comunidades tradicionais.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Instituto Mamirauá, escrito por Tácio Melo

 

Leia também:

Amazonas é primeiro estado a universalizar sinal digital da TV pública

 

Tags: biodiversidade amazônicaDesenvolvimento sustentávelInstituto Mamirauámuvuca de sementesrecuperação ambientalreflorestamento Amazôniareflorestamento sustentávelrestauração florestaltécnicas indígenas

Posts Relacionados

Prêmio United Earth Amazônia
DESTAQUE

Prêmio United Earth Amazônia

16 de fevereiro de 2023
UEA oferta 50 vagas para especialização em Gestão da Produção na Indústria 4.0 no AM
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Produção na Indústria 4.0 no AM

16 de fevereiro de 2023
Vale e Quintessa buscam projetos “verdes”
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Vale e Quintessa buscam projetos “verdes”

16 de fevereiro de 2023
Dólar e juros sobem na abertura, Ibovespa cai forte
DESTAQUE

Dólar e juros sobem na abertura, Ibovespa cai forte

22 de fevereiro de 2023
1ª edição do Prêmio United Earth Amazônia
DESTAQUE

1ª edição do Prêmio United Earth Amazônia

23 de fevereiro de 2023
DESTAQUE

Manaus é sede da primeira Edição do Prêmio “United Earth Amazônia”

24 de fevereiro de 2023
Please login to join discussion

Cadastre-se

Inscreva-se em nossa newsletter e esteja sempre à frente das notícias, projetos e negócios promissores na Amazônia.

    MAIS LIDAS

    • Ulisses Tapajós: Trajetória de Sucesso e Determinação

      Ulisses Tapajós: Trajetória de Sucesso e Determinação

      0 shares
      Compartilhar 0 Tweet 0
    • Estrutura Tecnológica Itinerante leva educação para comunidades ribeirinhas

      0 shares
      Compartilhar 0 Tweet 0
    • Celebrando a Cultura e Luta: Dia Internacional dos Povos Indígenas

      0 shares
      Compartilhar 0 Tweet 0
    • O Papel do Selo Verde na Neoindustrialização do Brasil

      0 shares
      Compartilhar 0 Tweet 0
    • Iniciativas de bioeconomia podem contribuir para redução de catástrofes

      0 shares
      Compartilhar 0 Tweet 0

    Siga-nos

    Instagram Facebook Linkedin Youtube

    Institucional

    • QUEM SOMOS
    • FALE CONOSCO
    • QUEM SOMOS
    • FALE CONOSCO

    INVEST AMAZÔNIA BRASIL

    COPYRIGHT 2024 - 2026

    Shares