Transição Energética – A geração de energia solar no Brasil registrou forte crescimento na primeira quinzena de maio, consolidando o avanço das fontes renováveis na matriz elétrica nacional. Dados preliminares da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontam que as usinas fotovoltaicas conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) produziram 4.058 megawatts médios (MWmed) no período, um aumento de 20,9% em comparação aos 3.357 MWmed registrados no mesmo intervalo do ano anterior.
O levantamento mostra que a energia solar apresentou o maior crescimento entre as principais fontes de geração elétrica do país. As usinas térmicas também registraram avanço significativo, com alta de 10,7%, enquanto as hidrelétricas cresceram 3%. Na contramão, a geração eólica apresentou retração de 9,6%.
No total, a geração de energia no Sistema Interligado Nacional alcançou 73.411 MW médios, representando crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento da oferta de energia foi acompanhado pela expansão do consumo. Segundo a CCEE, a demanda no SIN cresceu 4,2% na primeira metade de maio. O Ambiente de Contratação Regulada (ACR), que atende consumidores cativos das distribuidoras, registrou alta de 5,7%, enquanto o Ambiente de Contratação Livre (ACL), formado por grandes consumidores, avançou 2,1%.
Na análise por estados, os maiores crescimentos de consumo foram observados no Espírito Santo, com alta de 15,3%, seguido por Mato Grosso do Sul (10,5%) e Paraná (10%). Já as maiores quedas ocorreram no Rio Grande do Norte (-8,1%), Paraíba (-7,8%), Acre (-7,5%) e Ceará (-5,7%).
Entre os segmentos econômicos, o setor de serviços liderou a expansão do consumo de energia, com crescimento de 9,4%. Em seguida aparecem os transportes, com alta de 9%, e a indústria alimentícia, com avanço de 3,8%. Por outro lado, os setores de telecomunicações (-6,3%), minerais não metálicos (-2,8%) e químico (-0,5%) registraram retração.
Perspectivas para os próximos meses
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta continuidade do crescimento da carga de energia nos próximos meses. De acordo com o mais recente Programa Mensal de Operação (PMO), a demanda no Sistema Interligado Nacional deverá crescer 1,4% em junho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando 78.179 MW médios.
Regionalmente, os maiores avanços são esperados para os subsistemas Norte, com alta de 4,4%, e Nordeste, com crescimento de 3,8%. O Sul deve registrar expansão de 1,8%, enquanto o Sudeste/Centro-Oeste poderá apresentar leve recuo de 0,1%.
Em relação às condições hídricas, o ONS destaca perspectivas favoráveis para os reservatórios. O subsistema Norte deve encerrar o período com 99,7% de energia armazenada, seguido pelo Nordeste (90,9%), Sudeste/Centro-Oeste (66%) e Sul (64,1%).
Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, o comportamento da demanda está dentro das expectativas para esta época do ano, marcada por temperaturas mais amenas e condições favoráveis para a operação segura do sistema elétrico nacional.
Foto: reprodução Magnific
Leia também:







