Transição Energética – O impacto da guerra no Irã sobre o mercado global de energia pode impulsionar a transição energética mundial. A avaliação é de Chris Bowen, responsável pelas negociações da próxima conferência do clima da ONU, a COP31.
Segundo Bowen, a instabilidade provocada pelo conflito reforça a urgência de reduzir a dependência global de combustíveis fósseis e pode abrir espaço para avanços nas negociações climáticas internacionais.
Segunda grande crise energética em menos de quatro anos
Em entrevista ao jornal The Guardian, Bowen afirmou que o mundo enfrenta a segunda grande crise ligada aos combustíveis fósseis em menos de quatro anos.
A primeira ocorreu em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que abalou os mercados globais de petróleo e gás.
Segundo ele:
“Há um apetite real para enfatizar confiabilidade e soberania energética neste ano.”
Energia renovável ganha força
A análise coincide com posicionamentos da Agência Internacional de Energia (IEA). O diretor da entidade, Fatih Birol, defende que crises geopolíticas aceleram a migração para fontes renováveis.
Isso ocorre porque guerras e tensões internacionais expõem a fragilidade das cadeias globais de abastecimento de petróleo, gás natural e derivados.
Impasses climáticos continuam
O debate ganhou força após a COP30, marcada por divergências entre países produtores de petróleo, como:
- Arábia Saudita
- Rússia
Esses países resistiram a compromissos mais firmes sobre eliminação gradual dos combustíveis fósseis.
Reuniões paralelas buscam acelerar acordos
Diante da lentidão nas COPs, mais de 50 países participam de encontros paralelos em Santa Marta para tentar avançar em compromissos climáticos.
Entre os participantes estão:
- Brasil
- México
- Nigéria
- Canadá
Já grandes emissores como China, Estados Unidos, Índia e Rússia não participam dessas discussões.
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