TRANSIÇÃO ENERGÉTICA – A China inaugurou a maior usina solar marítima do mundo, o projeto fotovoltaico offshore Guohua HG14, com capacidade instalada de 1 gigawatt (1 GW). A instalação foi construída a cerca de oito quilômetros da costa da cidade de Dongying.
O empreendimento recebeu investimento estimado em US$ 1,7 bilhão e ocupa uma área de aproximadamente 1.223 hectares em águas rasas, com profundidade entre um e quatro metros.
A estrutura é composta por cerca de 2.934 plataformas de aço, com dimensões de 60 metros por 35 metros, sustentadas por mais de 11 mil estacas metálicas, projetadas para garantir resistência a ventos fortes, variações de maré e condições climáticas extremas.
A usina conta com cerca de 2,3 milhões de painéis solares bifaciais de 710 watts, instalados em um ângulo de 15 graus. Segundo os dados do projeto, a localização marítima pode aumentar a eficiência de geração entre 5% e 15% em comparação com instalações em terra firme, devido às temperaturas mais baixas e à maior reflexão da luz solar na superfície da água.
A energia gerada é transmitida por meio de cabos submarinos e terrestres de 66 kV até uma subestação de 220 kV. O sistema também inclui uma unidade de armazenamento de energia de 100 MW/200 MWh, responsável por garantir maior estabilidade e flexibilidade na distribuição da eletricidade.
De acordo com estimativas, a usina deve produzir cerca de 1,78 terawatts-hora (TWh) por ano, o suficiente para evitar a emissão de aproximadamente 1,34 milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) e reduzir o consumo de cerca de 500 mil toneladas de carvão.
Além da geração de energia, o projeto também incorpora atividades de aquicultura, permitindo o uso compartilhado da área marítima e ampliando a eficiência do espaço.
O Guohua HG14 reforça a expansão da energia solar offshore na China e consolida o país como líder global em projetos de grande escala voltados à transição energética.
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