Transiçao Energética – O Brasil alcançou um marco estratégico na transição energética global com a aprovação internacional do etanol de milho da safrinha como combustível compatível com o transporte marítimo. A Organização Marítima Internacional (IMO) reconheceu oficialmente a pegada de carbono do biocombustível brasileiro, tornando-o o primeiro combustível renovável apto para navegação oceânica a receber esse tipo de classificação regulatória.
A decisão representa um avanço importante para a descarbonização do setor naval e posiciona o Brasil em destaque no mercado internacional de combustíveis sustentáveis, à frente de grandes concorrentes, como os Estados Unidos.
Segundo representantes brasileiros na IMO, a aprovação reduz barreiras para que empresas de navegação adotem combustíveis alternativos em suas operações. O reconhecimento internacional também amplia as possibilidades de exportação do etanol brasileiro para mercados que buscam reduzir emissões de gases do efeito estufa.
O Comitê de Proteção do Meio Marinho da IMO aprovou para o etanol brasileiro produzido a partir do milho de segunda safra um índice de emissão de 20,8 gramas de CO₂ equivalente por megajoule. O número é significativamente inferior ao combustível fóssil tradicional utilizado em navios, conhecido como bunker fuel, cuja referência chega a 93,3 gramas de CO₂ equivalente por megajoule.
A diferença demonstra o potencial do etanol brasileiro como alternativa de baixa emissão para o setor marítimo, um dos segmentos mais pressionados internacionalmente por metas de redução de carbono.
O reconhecimento internacional também fortalece o papel do agronegócio e da indústria de biocombustíveis do Brasil na agenda global de energia limpa, ampliando oportunidades para investimentos, exportações e desenvolvimento tecnológico ligados à economia sustentável.
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