Meio Ambiente – Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) acendeu o alerta para o agravamento das mudanças climáticas nos próximos anos. O estudo aponta que o Brasil e a Amazônia devem enfrentar períodos de seca acima da média entre 2026 e 2030, além de temperaturas globais cada vez mais elevadas.
Produzido pelo Met Office, do Reino Unido, o levantamento indica que as temperaturas médias globais próximas à superfície devem ficar entre 1,3°C e 1,9°C acima dos níveis registrados no período pré-industrial, entre 1850 e 1900.
Segundo o relatório, existe 86% de chance de que um dos próximos cinco anos ultrapasse 2024 como o ano mais quente já registrado na história.
O principal autor do estudo, Leon Hermanson, afirmou que a previsão de um novo fenômeno El Niño no fim deste ano aumenta as possibilidades de 2027 estabelecer um novo recorde global de calor.
Além do aumento das temperaturas, o relatório destaca impactos diretos sobre o regime de chuvas no planeta. No caso do Brasil, as projeções indicam tendência de redução das precipitações em partes do país, especialmente na Amazônia, durante os períodos analisados entre maio e setembro nos próximos anos.
O documento aponta ainda que o padrão climático esperado inclui aumento das chuvas em regiões de altas latitudes e redução nas áreas subtropicais, principalmente no Hemisfério Sul, cenário considerado compatível com os efeitos do aquecimento global.
As condições mais secas previstas para a Amazônia acendem preocupações sobre o aumento do risco de queimadas, impactos na biodiversidade, abastecimento de água e prejuízos às populações tradicionais e atividades econômicas da região.
O relatório também alerta para o avanço do aquecimento no Ártico. As temperaturas na região devem ficar cerca de 2,8°C acima da média registrada entre 1991 e 2020 durante os próximos invernos do Hemisfério Norte.
Além disso, especialistas projetam novas reduções na concentração de gelo marinho em áreas como os mares de Barents, Bering e Okhotsk até 2035.
Apesar do cenário preocupante, os cientistas consideram pouco provável que a temperatura média global ultrapasse 2°C acima dos níveis pré-industriais nos próximos cinco anos.
Foto: reprodução Chatgpt
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