Transição Energética – O Ministério da Educação (MEC) instituiu o Programa para o Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EnergIFE), iniciativa que coloca a mobilidade elétrica entre os temas estratégicos para a formação profissional e tecnológica no Brasil.
Oficializado por meio da Portaria nº 456, de 19 de maio de 2026, o programa surge em meio à expansão da eletromobilidade no país e busca preparar estudantes, pesquisadores e profissionais para atuar em áreas ligadas à transição energética.
Entre as prioridades do EnergIFE estão mobilidade elétrica, energia solar, energia eólica, armazenamento de energia, biocombustíveis e eficiência energética. A proposta permitirá que institutos federais, centros de educação tecnológica e demais instituições da rede federal desenvolvam cursos, pesquisas e projetos voltados à capacitação de mão de obra especializada para o setor de veículos elétricos e híbridos.
O programa também prevê incentivo à pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), ampliando oportunidades para estudos relacionados a baterias, sistemas de recarga, eletrônica embarcada e integração entre veículos elétricos e redes de energia.
Outro destaque da iniciativa é o eixo de infraestrutura, que pode favorecer investimentos em laboratórios, equipamentos e ambientes de aprendizagem voltados às tecnologias de eletrificação e energias renováveis.
Além da mobilidade elétrica, o EnergIFE estimula uma abordagem integrada da transição energética, conectando tecnologias de armazenamento de energia à geração solar, eólica, eficiência energética e biocombustíveis.
As ações serão desenvolvidas em instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com possibilidade de parcerias entre organizações públicas e privadas, conforme previsto na legislação.
O programa será estruturado em cinco eixos estratégicos:
- Infraestrutura;
- Formação profissional e tecnológica;
- Pesquisa, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo;
- Gestão de energia;
- Parcerias.
O financiamento das ações dependerá da disponibilidade orçamentária e poderá ocorrer por meio de cooperação entre instituições públicas e privadas.
A implementação nacional contará com uma estrutura de governança composta por gestor do programa, comitê de governança em energias renováveis e eficiência energética, além de executores locais. Segundo a portaria, os detalhes sobre composição e atribuições serão definidos posteriormente pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).
Com a criação do EnergIFE, o governo federal busca consolidar uma política permanente de formação e desenvolvimento tecnológico voltada à transição energética, fortalecendo áreas consideradas estratégicas para o futuro da mobilidade e da geração de energia no Brasil.
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