Cultura – A cidade de Parintins ganhou novas cores e significados com a quinta edição do projeto Galeria Cidade Aberta, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A iniciativa vem transformando ruas e bairros em verdadeiras galerias a céu aberto, levando arte, memória e valorização cultural para moradores e visitantes.
Os murais espalhados pela cidade retratam histórias ligadas às raízes amazônicas, destacando tradições ribeirinhas, ancestralidade indígena, ciclos econômicos históricos e a força das mulheres da região. Cada obra carrega experiências pessoais dos artistas e elementos que ajudam a preservar a identidade cultural de Parintins e da Amazônia.
Entre os destaques está o mural “Juteiro da Amazônia”, de Mag Lenilson, que homenageia o período em que a produção da juta impulsionou a economia local e marcou a vida de milhares de famílias parintinenses. Inspirado na própria história familiar, o artista transformou essa memória em arte para manter viva uma parte importante da trajetória do município.
A vivência ribeirinha também ganhou espaço no mural “Entre Águas e Raízes”, criado por Inácio Paiva e João Ferreira. A obra retrata pescadores, mulheres produzindo farinha e a forte conexão das comunidades amazônicas com os rios, a floresta e os animais da região.
Já o mural “Matriarcas da Floresta: cultura viva da Amazônia”, do artista Pito Silva, destaca a importância das mulheres amazônicas na preservação dos saberes tradicionais e dos costumes herdados entre gerações. Inspirado no cotidiano de sua mãe, o artista levou para os muros cenas típicas da vida no interior amazonense.
A ancestralidade indígena também aparece em “Yube e o ventre da sabedoria: a trama da mulher ancestral”, das artistas Day Cruz e Kamy Wará. A obra faz referência às histórias do povo Huni Kuin e reforça o papel feminino na proteção dos conhecimentos tradicionais.
Outro destaque é o mural “Artefatos”, de Andrew Viana, inspirado em referências arqueológicas encontradas na região de Parintins. A obra aproxima a população da história dos povos originários e amplia o acesso ao conhecimento ancestral por meio da arte urbana.
Além de revitalizar espaços públicos, o projeto fortalece a democratização da cultura, incentiva o sentimento de pertencimento e transforma áreas periféricas em pontos de valorização da história e da identidade amazônica.
Fotos: Mauro Neto/Secom
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