Bioeconomia – O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul entrou em vigor e pode representar uma transformação significativa para a economia da Amazônia, especialmente no fortalecimento da bioeconomia e na valorização da floresta em pé.
Segundo a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, o tratado abre novas oportunidades para produtos amazônicos sustentáveis ganharem espaço no mercado internacional. A iniciativa prevê a eliminação gradual de tarifas de importação para cerca de 77% dos produtos agropecuários exportados pelo Mercosul para a Europa.
A medida deve impulsionar setores ligados à sociobiodiversidade, como frutas amazônicas, cacau, pescado e produtos derivados da bioeconomia, que apresentam crescente demanda no mercado europeu, principalmente por atenderem critérios de sustentabilidade e rastreabilidade.
Além disso, o acordo tende a estimular investimentos na região amazônica, favorecendo a industrialização, inovação e agregação de valor à produção local. Isso pode reduzir a dependência da exportação de commodities e fortalecer cadeias produtivas sustentáveis.
O impacto também se estende ao campo social, ampliando oportunidades para comunidades tradicionais, cooperativas e pequenos produtores, além de incentivar o empreendedorismo feminino e a valorização cultural, como o artesanato regional.
Do ponto de vista ambiental, o tratado cria incentivos econômicos para a conservação da floresta, alinhando-se a compromissos globais como o Acordo de Paris. A exigência por práticas sustentáveis e rastreabilidade deve aumentar a pressão por políticas mais rígidas de controle do desmatamento no Brasil.
Com isso, o acordo reforça a ideia de que preservar a floresta pode ser economicamente mais vantajoso do que atividades predatórias, posicionando a Amazônia como protagonista na economia verde global.
*Com Informações Portal Amazonia
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