Cultura – Pesquisadores identificaram vestígios arqueológicos com mais de 3 mil anos no município de Parintins, reforçando a importância histórica da região na ocupação humana da Amazônia.
A descoberta ocorreu durante uma atividade de campo realizada por alunos e pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas, em uma área residencial no bairro da Francesa, localizada no Centro Histórico da cidade.

Cerâmicas revelam primeiros povos da Amazônia
As análises laboratoriais confirmaram a presença de cerâmicas do tipo Pocó-Açutuba, produzidas por alguns dos primeiros ceramistas da região amazônica.
Entre os materiais encontrados estão:
- fragmentos de cerâmica com cores e padrões característicos
- utensílios decorativos
- alargadores
- peças utilizadas para produção de colares e adornos
Segundo a arqueóloga Clarice Bianchezzi, os padrões se repetem e indicam uma identidade cultural marcante, com elementos decorativos nas cores branco, preto e tons alaranjados.
Evidências de ocupação humana antiga
Além das cerâmicas, os pesquisadores encontraram vestígios de uma indústria lítica, com ferramentas usadas para perfuração e produção de objetos.
Os materiais estavam distribuídos em diferentes camadas do solo, o que indica:
- ocupação contínua ao longo do tempo
- presença significativa de populações antigas
- desenvolvimento de técnicas avançadas para a época
Área já era monitorada por pesquisadores
O local onde os vestígios foram encontrados já integra um mapeamento arqueológico iniciado em 2018 e faz parte de um conjunto de 42 sítios arqueológicos identificados em Parintins.
Os itens coletados estão armazenados no campus da UEA no município e devem passar por novas análises.
Importância para a história da Amazônia
A descoberta contribui para ampliar o conhecimento sobre os povos originários da região e suas formas de vida, incluindo hábitos, tecnologias e organização social.
Novas visitas técnicas estão previstas, com a participação de especialistas em arqueologia da Amazônia, fortalecendo a pesquisa científica e a formação de novos profissionais.
Foto: Jean Beltrão/Rede Amazônica
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