Comércio – O Brasil deu mais um passo importante na diversificação de suas exportações ao ampliar a presença no mercado da China, principal parceiro do agronegócio brasileiro.
As primeiras cargas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) já chegaram ao país asiático, enquanto o envio inédito de farinha de vísceras de aves abre novas oportunidades para a indústria nacional.
DDGS chega ao mercado chinês
O DDGS, coproduto da produção de etanol de milho, teve sua entrada na China viabilizada após negociações sanitárias entre os dois países.
A demanda foi apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho, que impulsionou a abertura do mercado.
O primeiro carregamento, com cerca de 62 mil toneladas, desembarcou no porto de Nansha, marcando o início das exportações brasileiras do produto para o país.
Novo mercado para subprodutos avícolas
Outro avanço foi o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves, produto utilizado principalmente na alimentação animal.
A abertura desse mercado ocorreu a partir de articulação da Associação Brasileira de Reciclagem Animal, que vem trabalhando para ampliar as oportunidades para o setor.
Diversificação fortalece o agro
Os dois movimentos reforçam a estratégia do Brasil de diversificar sua pauta exportadora, agregando valor a produtos derivados da cadeia produtiva.
Além das commodities tradicionais, o país passa a ampliar a exportação de coprodutos e subprodutos, aumentando a competitividade no comércio internacional.
China lidera importações do agro brasileiro
Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro.
Em 2025:
💰 Foram mais de US$ 55,3 bilhões em importações
📊 O volume representou 32,7% das exportações do setor
Esse cenário mostra a importância estratégica do mercado chinês para o Brasil.
Parceria entre setor público e privado
O avanço nas exportações é resultado da atuação conjunta entre governo e entidades do setor produtivo, que trabalham para abrir novos mercados e atender às exigências internacionais.
Essa integração tem sido fundamental para consolidar o Brasil como um dos maiores fornecedores globais de produtos agropecuários. A expectativa é que novas aberturas de mercado continuem ocorrendo, ampliando ainda mais a presença brasileira no exterior. Com isso, o país fortalece sua posição no comércio global e cria novas oportunidades para diferentes segmentos do agronegócio.
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