Transição Energética – Pela primeira vez desde o início da eletrificação automotiva, os veículos elétricos alcançaram 25% de participação nas vendas globais, segundo levantamento do International Council on Clean Transportation (ICCT), que analisou o desempenho do setor no primeiro semestre de 2025.
O resultado confirma a aceleração da transição energética no transporte em escala mundial, com destaque para países emergentes e para o protagonismo da China, responsável por metade das vendas globais de carros elétricos no período analisado.
Mercados emergentes puxam crescimento
Na Ásia, países que até poucos anos atrás tinham participação irrelevante na eletromobilidade apresentaram avanços expressivos. O Vietnã registrou 40% das vendas de veículos de passageiros com motorização elétrica, um salto significativo em comparação a 2020, quando o índice era praticamente inexistente.
A Tailândia alcançou 28% de participação, enquanto a Turquia chegou a 22%. Já a Indonésia dobrou sua presença no segmento, atingindo 14% das vendas, refletindo políticas industriais e incentivos voltados à mobilidade limpa.
Na União Europeia, dezembro de 2025 marcou um ponto simbólico para o setor: pela primeira vez, os carros 100% elétricos superaram os modelos a gasolina em vendas. Segundo a European Automobile Manufacturers Association (ACEA), os elétricos atingiram 22,6% de participação, contra 22,5% dos veículos a combustão.
Em contraste, os Estados Unidos apresentaram retração no ritmo de adoção. O relatório do ICCT aponta que o país cumpriu apenas 14% das metas de descarbonização do transporte, reflexo da redução de incentivos e do enfraquecimento de políticas públicas voltadas à eletrificação, o que afeta diretamente a competitividade das montadoras.
Apesar do crescimento recente do mercado de eletrificados no país, o Brasil aparece com apenas 1% de cumprimento das metas de descarbonização da frota, bem abaixo de economias como Canadá, União Europeia, Reino Unido e Turquia, que já superaram a marca de 80%.
O cenário global indica que a eletrificação deixou de ser uma tendência restrita a nichos e passou a ocupar posição central no futuro da indústria automotiva, pressionando países e empresas a acelerar investimentos, infraestrutura e políticas de incentivo.
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