Comércio – O estado do Amazonas já se mobiliza diante da previsão de uma possível seca severa no segundo semestre de 2026. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a estiagem pode ser intensa e prolongada, afetando diretamente a navegação nos rios e o abastecimento de mercadorias em Manaus e no interior.
Mesmo antes do pico da cheia dos rios, previsto para julho, órgãos públicos e o setor produtivo já acompanham o cenário com preocupação. A principal atenção está voltada para o impacto no transporte fluvial, fundamental para o fluxo de cargas na região.
De acordo com o secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, o comprometimento da navegação é o principal risco, com reflexos econômicos e sociais em todo o estado.
No setor produtivo, empresários já começaram a antecipar compras e formar estoques para evitar prejuízos semelhantes aos registrados em anos anteriores. A medida busca reduzir riscos de desabastecimento e dificuldades logísticas durante o período de estiagem.
A Associação Comercial do Amazonas (ACA) defende a adoção de medidas fiscais para apoiar o comércio, como o parcelamento do ICMS sobre produtos adquiridos antecipadamente para formação de estoque. Segundo o presidente da entidade, Bruno Pinheiro, a iniciativa ajudaria a reduzir o impacto financeiro sobre os comerciantes.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM) também alerta para os efeitos da antecipação de compras no fluxo de caixa das empresas, o que pode afetar a geração de empregos e a atividade econômica.
Outro ponto crítico é o aumento no tempo de transporte de mercadorias. Em condições normais, cargas vindas do Sudeste chegam ao Amazonas em cerca de 35 dias. Em períodos de seca severa, esse prazo pode chegar a até 150 dias, devido à necessidade de rotas alternativas por portos do Pará ou Ceará.
Nesse cenário, o comércio também busca se adaptar. Em Manaus, algumas empresas já anteciparam até 70% dos estoques de fim de ano de 2026, reduzindo riscos de desabastecimento. Apesar do aumento nos custos de armazenagem, empresários afirmam que a estratégia ajuda a evitar prejuízos maiores com frete durante a estiagem.
Foto: reprodução Chatgpt
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