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Home MEIO AMBIENTE

Estudo mostra como desmatamento afeta vida nos igarapés amazônicos

Redação por Redação
18 de março de 2026
em DESTAQUE, MEIO AMBIENTE
Tempo de leitura: 3 minutos de leitura
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Estudo mostra como desmatamento afeta vida nos igarapés amazônicos

Foto: Fernando Cunha/The Conversation

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Meio Ambiente – O avanço do desmatamento na Amazônia não impacta apenas a paisagem terrestre, mas também provoca mudanças profundas nos ecossistemas aquáticos. Um estudo publicado na revista científica Freshwater Biology aponta que a retirada da vegetação afeta diretamente a cadeia alimentar dos igarapés.

Esses pequenos cursos d’água, comuns na região, dependem fortemente da floresta ao redor para manter seu equilíbrio ecológico. A queda de folhas, galhos e matéria orgânica na água é essencial para sustentar a base da cadeia alimentar, alimentando microrganismos e insetos que, por sua vez, servem de alimento para peixes e outros predadores.

Impactos do desmatamento nos igarapés

Com a remoção da vegetação ciliar, há uma redução significativa da entrada de matéria orgânica nos igarapés. Como consequência, diminui a quantidade de insetos que dependem desse material para sobreviver.

No lugar deles, passam a predominar organismos adaptados a ambientes mais abertos e com maior incidência de luz solar. Essa mudança altera toda a estrutura da cadeia alimentar, tornando o sistema mais dependente da produção interna, como algas.

De acordo com os pesquisadores, essa transformação pode parecer discreta, mas reorganiza o funcionamento do ecossistema, reduzindo a diversidade e simplificando as relações entre os organismos.

Ecossistemas mais frágeis

A simplificação da cadeia alimentar torna os igarapés mais vulneráveis a impactos ambientais, como aumento da temperatura, períodos de seca e poluição.

Ambientes com menor diversidade tendem a ser menos resilientes, ou seja, possuem menor capacidade de se recuperar diante de novas alterações.

Pressão contínua sobre a floresta

Dados do MapBiomas indicam que o desmatamento segue avançando em diversas áreas da Amazônia, com expansão de atividades agropecuárias e redução da cobertura florestal.

Grande parte dessas transformações ocorre próxima a cursos d’água, mesmo com a existência de legislação que determina a preservação de áreas de vegetação ao redor dos rios e igarapés.

Importância da vegetação ciliar

A vegetação ciliar desempenha papel essencial na proteção dos ecossistemas aquáticos. Além de fornecer matéria orgânica, ela ajuda a regular a temperatura da água, evitar erosões e reduzir o transporte de sedimentos.

Especialistas destacam que a conservação dessas áreas deve ser prioridade em políticas públicas e estratégias de manejo ambiental, garantindo o funcionamento adequado dos ecossistemas.

Um equilíbrio invisível

Embora muitas discussões sobre a Amazônia estejam voltadas para o clima e a biodiversidade terrestre, os ambientes aquáticos também são fundamentais.

Alterações na base da cadeia alimentar podem impactar a fauna aquática, a qualidade da água e até os recursos disponíveis para populações humanas.

O estudo reforça que preservar a floresta não significa apenas proteger o que está acima do solo, mas também garantir o equilíbrio dos sistemas que se desenvolvem dentro da água.

Leia também:

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Tags: #naturezaAmazôniaBiodiversidadebrasilDesmatamentoEcologiameio ambientePreservaçãosustentabilidade

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