MEIO AMBIENTE – O Governo do Amazonas divulgou nesta quarta-feira (18) um novo boletim sobre a cheia dos rios no estado, apontando que 223.259 pessoas já foram afetadas pelas inundações em diferentes regiões amazonenses. O levantamento é coordenado pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.
Segundo o relatório, 22 municípios permanecem em situação de emergência devido aos impactos provocados pela subida dos rios. Entre eles estão Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Eirunepé, Jutaí, Lábrea, Tabatinga, Tefé e Uarini.
Outros 18 municípios estão em nível de alerta, incluindo Coari, Manacapuru, Iranduba, Nova Olinda do Norte e São Paulo de Olivença. Já 22 cidades seguem em situação de atenção, entre elas Manaus, Parintins, Itacoatiara, Humaitá, Maués e Presidente Figueiredo.
Diante do cenário, o Governo do Estado iniciou a primeira etapa da Operação Cheia 2026, com o envio de 598 toneladas de ajuda humanitária para os municípios das calhas dos rios Juruá e Purus, considerados os mais afetados neste ano.
Ao todo, serão distribuídas 26 mil cestas básicas. Desse montante, 14 mil unidades serão destinadas aos municípios da calha do Juruá, enquanto outras 12 mil seguirão para cidades localizadas na calha do Purus.
Além da assistência alimentar, a Defesa Civil do Amazonas também reforçou as ações voltadas ao abastecimento de água potável. Em 2026, já foram enviados 147 kits do projeto Água Boa para 23 municípios amazonenses.
Os equipamentos têm como objetivo auxiliar comunidades ribeirinhas afetadas pela cheia e por períodos de estiagem, garantindo acesso à água adequada para consumo.
Entre os municípios beneficiados estão Benjamin Constant, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Eirunepé, Fonte Boa, Iranduba, Jutaí, Maraã, Tonantins, Urucará e Urucurituba.
Monitoramento permanente
A Defesa Civil do Amazonas informou que o acompanhamento dos níveis dos rios ocorre de forma contínua por meio do Centro de Monitoramento e Alerta, responsável por analisar diariamente os dados hidrológicos em todo o estado.
O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais segue coordenando ações de resposta e assistência às populações afetadas, buscando minimizar os impactos causados pela cheia nas comunidades amazonenses.
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