Destaque – O Governo do Amazonas divulgou, nesta quarta-feira (20/05), um novo boletim com informações atualizadas sobre a cheia dos rios no estado. O relatório foi elaborado pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais e apresenta dados do monitoramento hidrológico, além das ações emergenciais realizadas para atender a população afetada pelas inundações.
De acordo com os decretos municipais vigentes, 16 municípios amazonenses permanecem em situação de emergência: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins.
Outros seis municípios estão em nível de alerta: Amaturá, Borba, Envira, Nova Olinda do Norte, Pauini e São Paulo de Olivença. Já 40 municípios seguem em situação de atenção, incluindo Manaus, Parintins, Manacapuru, Tefé, Humaitá e Itacoatiara.
Segundo o boletim, aproximadamente 186.671 pessoas já foram afetadas pela cheia em todo o estado do Amazonas.
Para reduzir os impactos das enchentes, o Governo do Amazonas iniciou a primeira etapa da Operação Cheia 2026, enviando 598 toneladas de ajuda humanitária para municípios das calhas dos rios Juruá e Purus, consideradas as regiões mais impactadas neste ano.
A ação prevê a distribuição de 26 mil cestas básicas. Desse total, 14 mil unidades serão destinadas aos municípios da calha do Juruá, enquanto outras 12 mil seguirão para localidades da calha do Purus.
Além da ajuda alimentar, a Defesa Civil do Amazonas também intensificou as ações de acesso à água potável. Em 2026, já foram enviados 125 kits de purificadores do projeto Água Boa para 21 municípios amazonenses, beneficiando comunidades afetadas tanto pela cheia quanto pela estiagem.
Entre os municípios contemplados estão Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Fonte Boa, Iranduba, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Tonantins e Urucurituba.
A Defesa Civil informou ainda que o monitoramento dos rios ocorre de forma contínua por meio do Centro de Monitoramento e Alerta, responsável por acompanhar os níveis hidrológicos ao longo de todo o ano. O Comitê Permanente segue coordenando ações para minimizar os impactos da cheia e garantir assistência às famílias atingidas.
Foto: reprodução Chatgpt
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