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Home BIOECONOMIA

Castanha e pirarucu impulsionam economias locais e fortalecem comunidades no Amazonas

Parceria entre Sebrae-AM e IABS prevê capacitação, inovação e acesso a mercados para fortalecer cadeias produtivas da sociobiodiversidade amazônica.

Redação por Redação
15 de junho de 2026
em BIOECONOMIA, DESTAQUE
Tempo de leitura: 3 minutos de leitura
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Castanha e pirarucu impulsionam economias locais e fortalecem comunidades no Amazonas

Foto: reprodução Magnific

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BIOECONOMIA – Da coleta da castanha-do-brasil realizada por famílias extrativistas ao manejo sustentável do pirarucu desenvolvido por comunidades ribeirinhas, a sociobiodiversidade amazônica segue desempenhando papel estratégico na geração de renda, conservação ambiental e fortalecimento das economias locais.

Com o objetivo de ampliar oportunidades para comunidades tradicionais, indígenas e agricultores familiares, o Sebrae Amazonas e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) iniciaram a execução do plano de trabalho do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as instituições. A iniciativa contempla uma série de ações voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas da castanha-do-brasil e do pirarucu manejado em diversos municípios do Amazonas.

O plano foi formalizado após a assinatura do acordo, realizada em maio, e prevê iniciativas voltadas à qualificação de produtores, empreendedorismo de base comunitária, inovação, regularização produtiva e ampliação do acesso a mercados.

Castanha e pirarucu são prioridades

As ações serão desenvolvidas em áreas atendidas pelo Projeto Rural Sustentável Amazônia (PRS-Amazônia), iniciativa que apoia organizações socioprodutivas formadas por agricultores familiares, extrativistas, povos indígenas e comunidades tradicionais.

Entre as medidas previstas está a contratação de consultoria especializada para estruturar o pedido de registro da Indicação Geográfica (IG) da Castanha de Tefé, iniciativa que poderá ampliar o reconhecimento do produto e agregar valor nos mercados nacional e internacional.

O plano também inclui cursos de operação de drones para monitoramento territorial e apoio ao manejo sustentável do pirarucu, mutirões de regularização documental, capacitações sobre aproveitamento econômico dos ouriços da castanha e participação de empreendedores comunitários em eventos de promoção comercial.

Capacitações e regularização beneficiam produtores

Entre as metas estabelecidas pela parceria estão a realização de cinco cursos de operador de drone, beneficiando cerca de 80 manejadores de pirarucu, além de cinco mutirões de regularização voltados a aproximadamente 200 agricultores familiares e pescadores artesanais.

As ações incluem ainda a capacitação de 50 comunitários envolvidos na cadeia produtiva da castanha-do-brasil, fortalecendo a gestão dos empreendimentos e ampliando oportunidades de comercialização.

Segundo os organizadores, a proposta busca aumentar a competitividade das organizações locais e criar condições para que os produtos da floresta alcancem maior valor agregado.

Desenvolvimento aliado à conservação

Para o gestor de Políticas Públicas do Sebrae Amazonas, José Antônio Cardoso Fonseca, as cadeias produtivas da castanha e do pirarucu demonstram que é possível promover desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.

Segundo ele, a parceria contribuirá para fortalecer negócios comunitários, ampliar mercados e valorizar quem produz e conserva os recursos naturais da Amazônia.

A iniciativa também busca enfrentar desafios históricos enfrentados por organizações da sociobiodiversidade, como acesso à assistência técnica, qualificação profissional, regularização produtiva e inovação tecnológica.

Missão acompanha resultados em Tefé e Maraã

Parte dos resultados já pôde ser observada durante missão institucional realizada nos municípios de Tefé e Maraã, que reuniu representantes de instituições nacionais e internacionais para conhecer experiências apoiadas pelo PRS-Amazônia.

Durante a visita, foram apresentadas iniciativas como um viveiro comunitário com capacidade para produzir até 10 mil mudas de castanheira por ano, contribuindo para o enriquecimento florestal e o fortalecimento da cadeia da castanha-do-brasil.

Os participantes também conheceram uma embarcação destinada ao transporte da produção de pirarucu manejado, estrutura que reduz custos logísticos e amplia a renda das famílias envolvidas na atividade.

A expectativa é que as ações fortaleçam a governança comunitária, ampliem a geração de renda e consolidem modelos de desenvolvimento sustentável baseados na valorização dos recursos da floresta e das populações tradicionais da Amazônia.

Leia também:

PIB do Amazonas cresce 2,87% no primeiro trimestre de 2026 e alcança R$ 47,5 bilhões

 

Tags: castanhacastanha do brasilComunidades ribeirinhasDesenvolvimento sustentáveleconomia da florestaempreendedorismo comunitárioIABSPirarucupirarucu manejadoPRS AmazôniaSebrae Amazonassociobiodiversidade amazônica

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