Transição Energética – Criado em 2023 pelo Governo Federal, o programa Energias da Amazônia já promoveu 13 interligações ao Sistema Interligado Nacional (SIN), alcançando mais de 500 mil consumidores na Amazônia Legal. A iniciativa tem como foco acelerar a transição energética nos sistemas isolados da região, substituindo o uso de diesel por fontes renováveis, como energia solar e soluções híbridas.
Em 2025, o leilão voltado aos sistemas isolados contratou 50 megawatts (MW) de potência, com investimento estimado em R$ 312 milhões. A medida permitirá atender aproximadamente 30 mil pessoas em áreas remotas dos estados do Amazonas e Pará, ampliando o acesso à energia limpa e reduzindo custos operacionais e impactos ambientais.
Os resultados e avanços do programa foram apresentados durante o Workshop Energias da Amazônia 2026, realizado em Manaus (AM), nos dias 10 e 11 de dezembro. O evento foi promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em parceria com a Aliança Global de Energia para Pessoas e Planeta (GEAPP) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

Transição energética com foco social
Durante a abertura do workshop, representantes do MME destacaram que a Amazônia impõe desafios específicos, como logística complexa, dispersão territorial e altos custos de operação. A estratégia do programa busca integrar planejamento energético, inovação tecnológica e desenvolvimento regional.
A iniciativa conta com quatro instrumentos legais que orientam as ações estruturantes:
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Leilões de transmissão;
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Leilão para sistemas isolados;
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Sub-rogação da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC);
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Programa Pró-Amazônia Legal.
O objetivo é fortalecer a segurança energética, reduzir emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis e impulsionar a bioeconomia amazônica por meio dos chamados usos produtivos da energia — que estimulam geração de renda e desenvolvimento local.
Debate sobre planejamento e futuro da energia na região
Organizado em quatro eixos temáticos — desafios e oportunidades, planejamento, interligação de sistemas isolados e aprimoramentos regulatórios, além do aspecto social das políticas públicas — o workshop promoveu diálogo entre governo, agências reguladoras e instituições parceiras.
Participaram do encontro representantes da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Agrário, ICMBio, Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entre outras entidades.
A iniciativa integra o Protocolo de Intenções firmado durante a COP30 e reforça o compromisso com uma transição energética justa, inclusiva e alinhada ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
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