Transição Energética – A escalada das tensões no Oriente Médio provocou uma forte alta no preço do petróleo no mercado internacional, ampliando a pressão sobre combustíveis e reforçando o interesse por alternativas como carros elétricos e híbridos.
O barril do Petróleo Brent, referência global para os preços de combustíveis, subiu de cerca de US$ 70 para quase US$ 100 em março de 2026, elevando os custos da gasolina e do diesel em diversos países.
No Brasil, a vantagem econômica dos veículos elétricos tende a ser ainda maior, devido ao custo relativamente mais baixo da eletricidade e à forte participação de fontes renováveis na matriz energética.
Como o preço da gasolina acompanha as oscilações do petróleo no mercado internacional, períodos de alta costumam ampliar a diferença de custo entre veículos movidos a combustíveis fósseis e modelos elétricos.
De acordo com Hudson Mendonça, CEO do Energy Summit, a eletromobilidade surge como uma alternativa importante diante do aumento do preço dos combustíveis.
“Uma alternativa ao preço alto dos combustíveis é a eletromobilidade, que diminui a demanda por petróleo e gás e aumenta a utilização de fontes energéticas mais baratas e sustentáveis”, afirmou.
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Sandoval Feitosa, também destaca que a eletrificação da mobilidade pode contribuir para reduzir vulnerabilidades energéticas.
Segundo ele, as tensões envolvendo conflitos no Oriente Médio colocam em risco o abastecimento global de petróleo, especialmente na região do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
“Quando essa rota é ameaçada, o mundo inteiro sente os efeitos. A inflação aumenta e as economias ficam vulneráveis. Portanto, eletrificar a mobilidade é também fortalecer a segurança energética do país”, destacou Feitosa durante reunião pública da ANEEL.
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