O Conselho de Diretores do Banco Mundial aprovou a primeira fase da Abordagem Programática Multifásica de Eletromobilidade no Brasil (MPA). Com essa decisão, o programa passa a apoiar cidades brasileiras na modernização do transporte público. Dessa forma, a iniciativa busca melhorar a qualidade do serviço e reduzir emissões por meio da adoção de ônibus elétricos (e-buses) e da infraestrutura necessária.
Investimento de US$ 500 milhões fortalece a mobilidade urbana
A Caixa Econômica Federal implementará a Fase 1 do programa. Nessa etapa, o projeto direciona US$ 500 milhões para uma mobilidade urbana mais limpa e eficiente. Para isso, a operação criará uma linha de crédito nacional voltada à substituição de ônibus a diesel por e-buses.
Além disso, o programa financiará a modernização de garagens e das redes de distribuição de energia. Ao mesmo tempo, oferecerá assistência técnica a cidades e operadores. Com isso, a iniciativa deve estimular novos investimentos em toda a cadeia da mobilidade elétrica.
Como resultado, o projeto tende a gerar empregos na fabricação, nas operações e na manutenção. Esses postos, por sua vez, exigem maior qualificação. Assim, o programa apoia uma transição de força de trabalho justa, inclusiva e sustentável.
Lideranças destacam impacto ambiental e econômico
Segundo Jean Rodrigues Benevides, vice-presidente em exercício da Caixa, o projeto reduz emissões e melhora a qualidade do ar nas cidades brasileiras. Além disso, a iniciativa representa um avanço concreto na modernização do transporte público. A parceria com o Banco Mundial, portanto, garante investimentos, assistência técnica e inovação para acelerar a transição energética.
Da mesma forma, Cécile Fruman, diretora do Banco Mundial para o Brasil, ressaltou o papel transformador do programa. De acordo com ela, a iniciativa melhora o deslocamento diário e reduz emissões. Ao mesmo tempo, cria oportunidades para empregos de qualidade. Ao combinar investimentos com reformas institucionais, o Brasil fortalece sua indústria e atrai capital privado.
Benefícios diretos para usuários e moradores
O projeto tem como objetivo central melhorar a qualidade do transporte público e reduzir emissões nas cidades brasileiras. Na Fase 1, o programa apoiará a implantação de cerca de 540 ônibus elétricos. Paralelamente, instalará a infraestrutura de recarga e de rede elétrica correspondente.
Com isso, aproximadamente 1,3 milhão de moradores que vivem próximos a corredores de transporte público sentirão impactos positivos. Além disso, cerca de 280 mil usuários e motoristas regulares terão acesso a serviços mais confiáveis. Veículos mais limpos, portanto, reduzirão ruídos, gases de efeito estufa e a poluição do ar.
Estrutura do programa impulsiona empregos e indústria nacional
O Componente 1, com US$ 490 milhões, direcionará recursos para linhas de crédito destinadas a frotas de e-buses e à infraestrutura associada. Esses investimentos incluem garagens, estações de recarga e melhorias na rede elétrica. Além disso, o programa apoiará ciclovias e ações de acessibilidade.
Dessa forma, o projeto deve estimular a demanda por ônibus elétricos produzidos no país. Como o Brasil possui uma base industrial sólida, o investimento tende a sustentar e criar empregos em linhas de montagem, cadeias de suprimentos e serviços de operação e manutenção de longo prazo.
Fortalecimento institucional e mercado de carbono
O Componente 2, no valor de US$ 10 milhões, apoiará o fortalecimento institucional. Para isso, financiará a estruturação de projetos bancáveis de eletromobilidade. Além disso, aprimorará os sistemas de avaliação da Caixa.
Ao mesmo tempo, o programa desenvolverá um serviço de mercado de carbono. Esse serviço permitirá agregar e comercializar créditos gerados por projetos de ônibus elétricos, ampliando a sustentabilidade financeira das iniciativas.
Inclusão de mulheres e capacitação profissional
O projeto adota medidas específicas para ampliar a participação de mulheres na força de trabalho da eletromobilidade. Para isso, oferecerá capacitação profissional direcionada. Além disso, apoiará a colocação no mercado de cobradoras e de outras trabalhadoras em transição.
Essas profissionais poderão atuar como motoristas, técnicas ou gestoras de frota. Como resultado, o setor passará a oferecer um ambiente de trabalho mais seguro, limpo e moderno.
Implementação nacional e alinhamento climático
A Caixa atuará como intermediária financeira e agência implementadora da Fase 1. Para tanto, utilizará sua ampla experiência em financiamento de infraestrutura. Além disso, sua presença em 99% dos municípios brasileiros facilitará a execução do programa.
Uma unidade dedicada de gestão coordenará as operações de crédito, a assistência técnica e a gestão de riscos ambientais e sociais. Assim, o projeto seguirá o Quadro Ambiental e Social do Banco Mundial e permanecerá alinhado às metas climáticas e de descarbonização do Brasil.







