INDÚSTRIA – A LG Electronics do Brasil confirmou o encerramento definitivo da comercialização de notebooks no mercado brasileiro. A medida marca a saída da empresa do segmento de computadores portáteis no país e faz parte de uma estratégia para concentrar investimentos em categorias nas quais a marca possui maior participação, como eletrodomésticos, televisores, monitores e projetores.
A decisão põe fim às expectativas de retorno da linha LG Gram, cuja produção foi suspensa em julho de 2024. Na ocasião, a fabricante informou que buscava novos fornecedores de componentes para tornar os equipamentos mais competitivos diante da forte concorrência de empresas como Samsung, Asus e Dell. A previsão era retomar as vendas em 2025, mas o plano não foi concretizado.
Em nota divulgada à revista Exame, a LG informou que a mudança está alinhada à estratégia da operação brasileira. Segundo a empresa, os investimentos serão direcionados para segmentos em que mantém uma atuação consolidada, competitiva e de grande relevância para os consumidores do país.
Apesar do crescimento do mercado nacional de notebooks, o cenário tem apresentado desafios para os fabricantes. Dados da consultoria IDC apontam que aproximadamente 1,15 milhão de notebooks foram comercializados no Brasil durante o primeiro trimestre de 2026. Ainda assim, fatores como margens de lucro reduzidas, aumento no custo dos componentes e a intensa concorrência entre marcas especializadas têm pressionado a rentabilidade do setor.
A mudança anunciada pela LG é válida apenas para o mercado brasileiro. Em países como Estados Unidos e Portugal, a empresa segue comercializando normalmente sua linha de notebooks. A fabricante também garantiu que os consumidores brasileiros continuarão contando com assistência técnica e garantia para os equipamentos já vendidos.
Produção passou por Manaus
A história da LG no segmento de notebooks também inclui o Polo Industrial de Manaus. Durante alguns anos, a empresa utilizou a estrutura da Zona Franca para fabricar computadores portáteis destinados ao mercado nacional.
Com a decisão de deixar o segmento, a companhia passa a concentrar seus investimentos em outras linhas de produtos, como televisores, monitores, aparelhos de ar-condicionado, equipamentos de áudio e eletrodomésticos, áreas consideradas estratégicas para a operação da empresa no Brasil.
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