Meio Ambiente – O Imazon irá apresentar uma metodologia inédita de mapeamento das áreas úmidas da Amazônia durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, evento que reúne especialistas e autoridades para discutir a conservação da biodiversidade global.

A conferência acontece entre os dias 23 e 29 de março, em Campo Grande, no coração do Pantanal. O encontro tem como foco fortalecer a cooperação internacional na proteção de espécies migratórias que cruzam fronteiras terrestres, marítimas e aéreas.
A chamada Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, também conhecida como Convenção de Bonn, foi criada em 1979 e atualmente conta com 133 países signatários, incluindo o Brasil.
Áreas úmidas: essenciais para a biodiversidade
As áreas úmidas, que combinam ambientes aquáticos e terrestres, desempenham papel fundamental na preservação de espécies migratórias, especialmente aves e peixes.
Estima-se que cerca de 40% de todas as espécies de plantas e animais do planeta dependem desses ecossistemas para viver ou se reproduzir. Só na biodiversidade aquática, mais de 100 mil espécies já foram identificadas — número que continua crescendo com novas descobertas científicas.
Entre 1999 e 2009, por exemplo, aproximadamente 260 novas espécies foram registradas na Amazônia, reforçando a riqueza biológica da região.
Alerta: degradação acelerada
Apesar da importância ambiental, esses ecossistemas estão desaparecendo em ritmo alarmante — três vezes mais rápido que as florestas, principalmente devido às atividades humanas e às mudanças climáticas.
Um estudo recente do Imazon apontou que:
18% da Amazônia é formada por áreas úmidas
Isso representa cerca de 77 milhões de hectares
Quase metade dessas áreas está fora de territórios protegidos
Os dados acendem um alerta para a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes de conservação.
Apresentação na COP15

Os resultados do estudo serão apresentados pelo pesquisador Carlos Souza Jr., que participará remotamente do evento.
A apresentação faz parte do painel:
“Paisagens aquáticas, vulnerabilidades e oportunidades: fortalecendo áreas protegidas e Sítios Ramsar para a conservação de espécies migratórias no Brasil”
O encontro está marcado para o dia 27 de março, dentro da programação oficial da conferência.
*Com Informações Imazon
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