Meio Ambiente – O Amazonas registrou uma redução de 32% no desmatamento entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. No período, foram devastados 200 km² de floresta, contra 296 km² no intervalo anterior. Apesar do avanço, o estado ainda ocupa a segunda posição no ranking de áreas mais desmatadas da Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará.
A queda acompanha uma tendência positiva em toda a região amazônica. Em fevereiro de 2026, foi registrado o menor índice de desmatamento para o mês nos últimos oito anos, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
Especialistas destacam, no entanto, que o cenário ainda exige atenção. A pressão sobre áreas públicas e o avanço da agropecuária, principalmente na região conhecida como AMACRO — que engloba Acre, Amazonas e Rondônia — continuam impulsionando a degradação ambiental.
De acordo com o pesquisador Carlos Souza Jr., coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, a redução do desmatamento é fundamental para conter os impactos das mudanças climáticas. Ele ressalta que a preservação da floresta contribui diretamente para diminuir a emissão de gases de efeito estufa e evitar eventos extremos, como secas severas e tempestades intensas.
No ranking acumulado entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, o Pará lidera com 398 km² de área desmatada, seguido pelo Amazonas (200 km²), Acre (190 km²), Mato Grosso (181 km²) e Roraima (177 km²).
📊 Ranking do desmatamento:
1️⃣ Pará – 398 km²
2️⃣ Amazonas – 200 km²
3️⃣ Acre – 190 km²
4️⃣ Mato Grosso – 181 km²
5️⃣ Roraima – 177 km²
Mesmo com a redução registrada, o Amazonas ainda enfrenta desafios importantes para conter o avanço do desmatamento e preservar a floresta.
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