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Home MEIO AMBIENTE

Ações na Amazônia protegem 11,3 milhões de hectares e impactam mais de 21,9 mil famílias

Redação por Redação
8 de maio de 2026
em DESTAQUE, MEIO AMBIENTE
Tempo de leitura: 5 minutos de leitura
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Ações na Amazônia protegem 11,3 milhões de hectares e impactam mais de 21,9 mil famílias

Foto: reprodução

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Meio Ambiente – A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) ampliou iniciativas que integram conservação ambiental, sociobioeconomia, infraestrutura comunitária, saúde e educação. Os resultados se traduzem em mais de 11,3 milhões de hectares protegidos, R$ 8,6 milhões movimentados em faturamento bruto na cadeia do turismo e 17,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) evitados, beneficiando direta e indiretamente cerca de 21,9 mil famílias em 902 comunidades e aldeias, 166 municípios, 27 Unidades de Conservação (UCs) e 186 territórios indígenas na Região Norte.

Os dados fazem parte do Relatório de Atividades 2025 da FAS, lançado nesta semana e disponível gratuitamente no site: https://fas-amazonia.org/ges-transparencia-pt/relatorio-de-atividades-2025/.

Entre os destaques estão ações de acesso à água potável. Ao longo do ano foram instalados 27 sistemas de abastecimento de água, beneficiando 488 famílias. Um dos exemplos é a comunidade quilombola do Tambor, localizada no Parque Nacional do Jaú, em Novo Airão (AM), onde mais de 125 pessoas passaram a ter acesso regular à água própria para consumo. “É um sonho realizado. Era algo que as pessoas queriam muito. Inclusive foram anos e anos de promessas, mas acabou que a FAS foi a única organização que conseguiu realizar o projeto”, compartilha o líder comunitário Sebastião Ferreira de Almeida.

Outro destaque foi o projeto “Conservação da Amazônia: uma aliança entre natureza e criatividade”, que graduou dez estudantes de comunidades ribeirinhas em Gestão de Turismo, e ganhou mais reconhecimento ao se tornar finalista do Prêmio Nacional do Turismo 2025, na categoria “Qualificação, Formação e Inserção Produtiva de Pessoas no Turismo”.

Na área da educação, a Fundação ainda capacitou mais de 800 professores, realizou mais de 290 teleatendimentos e formou 285 profissionais comunitários de saúde.

O superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, avalia o período como um marco de consolidação e avanço estratégico para a atuação da organização na região amazônica. “Em 2025, reforçamos o nosso papel na construção de caminhos para uma Amazônia mais justa, próspera e sustentável. Consolidamos parcerias importantes, avançamos em agendas estratégicas, fortalecemos nossas atividades e ampliamos nossa presença nos territórios amazônicos”, afirma.

FAS na COP30

A instituição, com o apoio de parceiros, realizou a “Jornada COP30”, que reuniu 1.285 pessoas, incluindo 103 lideranças de 11 estados da Amazônia Legal, na construção de Planos de Ação Climática Territoriais que foram levados para a conferência do clima, em Belém (PA).

O morador da comunidade São Francisco do Caramuri, em Manaus (AM), Daniel Leandro, foi um dos participantes. “A ‘Jornada COP30’ foi um processo de escuta, aprendizado e participação que nos deu a oportunidade de representar as vozes da Amazônia”, afirma.

Como parte da mobilização, a organização também promoveu o “Banzeiro da Esperança”, uma expedição fluvial e cultural que percorreu o trajeto entre Manaus e Belém (PA). Ao todo, 103 lideranças participaram da iniciativa, sendo 63 indígenas, 28 quilombolas e 12 pessoas de diversas comunidades, que participaram de uma série de trocas de saberes realizadas na embarcação. A iniciativa também resultou na criação e entrega da “Carta da Aliança dos Povos Guardiões da Amazônia” ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago.

Durante a conferência, a FAS participou de 46 atividades, realizou 26 falas oficiais, liderou nove eventos e mobilizou mais de 20 parceiros estratégicos, com foco no protagonismo dos povos da floresta, na biodiversidade e na ampliação do acesso à energia e água limpa.

Conservação ambiental

A conservação ambiental continua ganhando destaque nas ações da instituição, que contribuiu para a consolidação e gestão de Unidades de Conservação (UCs), com destaque para o Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia, no Pará. Com cerca de 560 mil hectares, a área ajuda a proteger espécies raras e ameaçadas de extinção, além de ecossistemas únicos da região.

Nos estados do Amazonas e Pará, a organização ajudou na mobilização de 239 pessoas em ações de gestão ambiental, 153 brigadistas para prevenção de queimadas e incêndios florestais, e na distribuição de 280 kits seringueiros em UCs. Isso resultou na diminuição do desmatamento nos estados em 20% e 14%, respectivamente, entre 2024 e 2025.

Educação e cidadania

A organização também intensificou suas ações educacionais nos territórios amazônicos. Foram realizados 21 treinamentos pedagógicos, capacitando 648 professores em 11 municípios, com impacto em 180 comunidades. Um dos diferenciais é a educação contextualizada com a realidade local, com aprendizados que enaltecem elementos da cultura, fauna e flora amazônica. Além disso, firmou convênio com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) para cursos de pós-graduação, beneficiando 200 professores.

Saúde e bem-estar

Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida nas comunidades amazônicas, a FAS vem desenvolvendo o projeto “SUS na Floresta” para garantir o acesso a serviços básicos de saúde em regiões distantes. Outro diferencial foi a iniciativa “Adeus Mosquito”, que no último ano formou 203 multiplicadores em prevenção de doenças como dengue, zika e malária. Os participantes também se comprometeram a replicar os conhecimentos em suas comunidades, orientando famílias sobre o reconhecimento e eliminação de possíveis criadouros do mosquito.

Sociobiodiversidade amazônica

Já nas ações voltadas para desenvolver e fortalecer a sociobiodiversidade amazônica, foram apoiados 57 projetos de sociobioeconomia e 45 capacitações foram realizadas, fortalecendo sete cadeias produtivas. Os avanços estão presentes, entre outras iniciativas, no projeto de rastreabilidade da cadeia do pirarucu, que utiliza tecnologia blockchain para garantir a procedência do pescado, capacitações, construção de estruturas flutuantes de pré-beneficiamento e o desenvolvimento da marca “Gigantio” – voltada à comercialização do pirarucu em novos mercados.

A FAS também apoiou o Turismo de Base Comunitária (TBC) como vetor de geração de renda. Na região do Baixo Rio Negro, a atividade registrou a chegada de 6.536 turistas e faturamento bruto de R$ 5,73 milhões, além de crescimento de 13,8% no ticket médio.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.

*Com Informações Up Comunicação

Foto: reprodução

Leia também:

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Tags: bioeconomia amazônicaComunidades ribeirinhasconservação ambiental AmazôniaCOP30 AmazôniaDesenvolvimento sustentávelFAS AmazôniaFundação Amazônia Sustentávelpovos indígenas AmazôniaProteção ambientalturismo sustentável Amazônia

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