Transição Energética – Um estudo do WWF-Brasil revelou que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar um custo até R$ 47 bilhões maior para a sociedade em comparação com investimentos em energia renovável.
A análise avalia o custo-benefício da exploração na chamada Margem Equatorial, faixa que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, e compara com alternativas como biocombustíveis e outras fontes limpas.
Metodologia considera impactos sociais e ambientais
O estudo utilizou a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB), recomendada pelo governo federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que vai além da rentabilidade financeira.
Esse modelo inclui fatores como:
- impactos climáticos (secas, enchentes)
- custos para a saúde pública
- perdas econômicas de longo prazo
- oportunidades não aproveitadas
Foram realizadas 10 mil simulações para validar os resultados em diferentes cenários.
Comparação entre petróleo e energia renovável
💰 Mesmo investimento (real por real)
- Petróleo: perda média de R$ 22,2 bilhões
- Renováveis: ganho de R$ 24,8 bilhões
- Diferença: R$ 47 bilhões em custo de oportunidade
⚡ Mesma quantidade de energia (BTU por BTU)
- Petróleo pode custar entre R$ 14,2 bilhões e R$ 33,7 bilhões a mais
- Emissões estimadas: 446 milhões de toneladas de gases poluentes
- Impacto climático: até R$ 42,2 bilhões em prejuízos
⛽ Mesmo volume de combustíveis
- Substituição por biocombustíveis pode evitar perdas de até R$ 29,2 bilhões
- Geração de renda e empregos distribuídos pelo país
Riscos econômicos de longo prazo
O estudo também alerta para um risco estratégico: o petróleo da região só chegaria ao mercado daqui a décadas, período em que a demanda global pode estar em queda, segundo projeções internacionais.
Isso poderia resultar em:
- infraestrutura bilionária subutilizada
- prejuízos ao setor público
- ativos que não se pagam ao longo do tempo
Debate sobre o futuro energético
Para especialistas envolvidos no estudo, o cenário indica que a escolha entre petróleo e fontes renováveis não é apenas ambiental, mas também econômica.
O levantamento foi desenvolvido para contribuir com o planejamento de uma transição energética mais eficiente, considerando benefícios reais para a sociedade brasileira.
Foto: Enrico Marone/Greenpeace
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