Economia – A decisão do Comitê de Política Monetária de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual — fixando a Selic em 14,75% ao ano — foi recebida com ressalvas por representantes da indústria, comércio e trabalhadores.
Embora reconheçam o início do ciclo de queda, as entidades avaliam que o corte foi insuficiente para estimular a economia, destravar investimentos e aliviar o endividamento das famílias.
Para a Confederação Nacional da Indústria, a redução não altera de forma significativa o cenário de desaceleração econômica. A entidade considera que a política monetária ainda se mantém excessivamente restritiva, mesmo diante de sinais de desaceleração da inflação.
Segundo a CNI, indicadores recentes apontam que a inflação acumulada segue dentro da meta, enquanto a taxa de juros real permanece elevada, acima do nível considerado neutro — fator que limita o crescimento econômico.
🛍️ Comércio vê cenário incerto
Na avaliação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, o início da queda da Selic ocorreu em um ambiente de incertezas internas e externas, o que reduziu a margem para cortes mais agressivos.
A entidade destaca que a inflação de serviços ainda apresenta resistência e que fatores externos, como a alta do petróleo, podem pressionar os preços e dificultar uma redução mais acelerada dos juros.
🌍 Pressões externas influenciam decisão
O cenário internacional também pesa nas decisões do Banco Central do Brasil. Tensões geopolíticas envolvendo países como Irã, Estados Unidos e Israel elevaram o preço do petróleo, aumentando o risco de novas pressões inflacionárias.
Para a Associação Comercial de São Paulo, a postura da autoridade monetária foi prudente diante desse contexto global desafiador, mesmo com a desaceleração da atividade econômica.
👷 Críticas de trabalhadores
Do lado dos trabalhadores, a avaliação também é negativa. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro considera que a redução tem impacto limitado na vida das famílias endividadas.
Já a Força Sindical afirma que o nível atual da Selic ainda é elevado e prejudica o consumo, a geração de empregos e as negociações salariais.
📊 Ritmo dos próximos cortes será decisivo
Apesar das críticas, há consenso entre os diferentes setores de que o início do ciclo de queda é positivo. No entanto, o ritmo das próximas decisões será determinante para definir os impactos na economia.
Indústria, comércio e sindicatos defendem cortes mais intensos da taxa de juros como forma de estimular o crescimento, ampliar investimentos e reduzir o peso do crédito no orçamento das famílias.
*Com Informações Agência Brasil
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