Agronegócio – Pequenos produtores rurais do município de Alto Alegre, em Roraima, têm adotado o plantio consorciado como estratégia para manter a produção ativa e garantir renda no campo. Na região do Paredão, agricultores utilizam a mesma área para cultivar diferentes culturas, otimizando o uso da terra e reduzindo custos operacionais.
Na Vicinal 02, onde a agricultura é a principal atividade econômica, a família de Eduardo e Rosângela Oliveira encontrou no modelo consorciado uma alternativa viável para ampliar a rentabilidade da propriedade. O maracujá é cultivado em sistema suspenso, enquanto a abóbora ocupa o solo abaixo da estrutura, aproveitando a irrigação já instalada para a cultura principal.

Segundo Eduardo, a decisão surgiu da necessidade de melhorar o aproveitamento da área produtiva. O resultado tem sido positivo, com expectativa de colheita nas próximas semanas e comercialização garantida em Boa Vista, especialmente na Feira do Produtor, onde já possuem clientela fixa.
Além do maracujá e da abóbora, a propriedade também investe no cultivo de pimentas e na criação de gado. De acordo com Rosângela, a escolha por culturas como a pimenta está relacionada ao menor custo de produção e maior durabilidade pós-colheita, facilitando o manejo e a participação da família nas atividades.
Apesar dos avanços, os desafios persistem. O alto custo de insumos, como adubos e defensivos agrícolas, e a dificuldade no escoamento da produção ainda impactam a rotina dos pequenos produtores. Muitos acabam vendendo os produtos por preços inferiores devido à falta de transporte próprio.
Mesmo diante das limitações, os agricultores seguem ampliando as atividades e planejam diversificar ainda mais a produção com culturas como pimentão, pimenta doce e macaxeira, fortalecendo a agricultura familiar no interior de Roraima.
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