Economia – A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) aprovou o seu Plano de Negócios para o período de 2026 a 2030, prevendo investimentos da ordem de R$ 286 milhões voltados à ampliação da infraestrutura de distribuição de gás natural (GN) e ao fortalecimento da transição energética no estado.
O plano foi aprovado pelo Conselho Administrativo da concessionária e estabelece como uma das principais metas ultrapassar 50 mil unidades consumidoras (UCs) até 2030, consolidando o mercado de gás natural no Amazonas.
Segundo o diretor Técnico-Comercial da Cigás, Clovis Correia Junior, o investimento reforça o papel estratégico do gás natural no desenvolvimento sustentável do estado.
“Nosso objetivo é consolidar o mercado de gás natural no Amazonas. Com esses investimentos, projetamos ultrapassar a marca de 50 mil unidades consumidoras até 2030, contribuindo para o crescimento econômico e sustentável do estado”, destacou.
Expansão da rede e obras estruturantes
O plano prevê a ampliação da Rede de Distribuição de Gás Natural (RDGN) em 126 quilômetros, elevando a extensão total dos atuais 367 km para quase 500 km até o final do período.
Parte significativa dos recursos será destinada à conclusão do gasoduto Norte-Leste, prevista para 2026. Considerada a maior obra de gasoduto urbano dos últimos anos no Amazonas, a estrutura terá 34,5 quilômetros de extensão, dos quais 21 km já foram implantados.
O empreendimento permitirá a interligação de novos usuários à rede, incluindo usinas termelétricas, indústrias, estabelecimentos comerciais, postos de combustíveis, serviços públicos e conjuntos habitacionais, além de aumentar a flexibilidade operacional ao conectar dois gasodutos-tronco já em funcionamento.
Projetos estratégicos
Entre os empreendimentos a serem atendidos pela expansão da rede está a Usina Termelétrica Manaus 01, em construção no Distrito Industrial. A unidade contribuirá para elevar a eficiência e a segurança do fornecimento de energia elétrica à capital amazonense.
Outro projeto de destaque é a implantação de um gasoduto para abastecer a primeira usina de gás natural da região Norte voltada a operações portuárias, resultado de parceria entre a Cigás e o Super Terminais. O sistema suprirá guindastes elétricos, eliminando o uso de diesel e evitando a emissão anual de cerca de 17 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂). O gasoduto terá 3,5 quilômetros de extensão e capacidade de fornecimento de até 12 mil m³ de gás natural por dia.
Segurança, manutenção e mercado
O plano também contempla recursos destinados à manutenção da rede, segurança operacional e ações de promoção comercial para a prospecção de novos usuários. A Cigás mantém um Centro de Controle Operacional (CCO) e realiza simulados anuais de emergência em parceria com órgãos de segurança e saúde.
Com 15 anos de operação comercial, a companhia atende atualmente mais de 28 mil unidades consumidoras, distribuídas entre os segmentos termelétrico, industrial, veicular, comercial, residencial e de autogeração/liquefação.
Economia e benefícios ambientais
O gás natural se destaca pela competitividade econômica. No Amazonas, pode proporcionar redução de custos de até 58% para indústrias, 52% para o comércio, 54% no segmento veicular e 51% no residencial, em comparação com outros combustíveis.
Além dos ganhos econômicos, o impacto ambiental é significativo. De acordo com estudo publicado na revista Energia na Amazônia, do Centro de Desenvolvimento Energético Amazônico (CDEAM/Ufam), a substituição de óleo combustível por gás natural na geração elétrica evitou a emissão de aproximadamente 6,2 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) no estado entre 2010 e 2023.
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