COP30 – A diretora executiva da COP30, Ana Toni, participou nesta terça-feira (28/4) do segmento de alto nível da 1ª Conferência sobre a Transição para o Afastamento dos Combustíveis Fósseis, organizada pelos governos da Colômbia e da Holanda na cidade colombiana de Santa Marta. A diretora executiva ressaltou a elaboração do mapa do caminho da presidência da COP30 sobre combustíveis fósseis, afirmando que a transição não é apenas factível, justa e necessária, mas também precisa ser planejada e acelerada.
Na abertura da sessão, Ana Toni destacou que a COP30, realizada em novembro de 2026, em Belém, já mostra resultados. Entre eles, o debate sem precedentes sobre a transição para o afastamento dos combustíveis fósseis, a elaboração do mapa do caminho pela presidência da COP30, a criação do Painel Científico sobre Transição Energética, lançado nesta semana, e a conferência em Santa Marta.
“Todos esses processos têm um objetivo comum, que é acelerar o que já foi acordado multilateralmente na COP28: fazer a transição para o afastamento dos combustíveis fósseis de forma justa, ordenada e equitativa”, afirmou a diretora executiva.
O compromisso de elaborar o “Mapa do caminho internacional da Presidência da COP30 sobre a transição para o afastamento dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, de forma justa, ordenada e equitativa, acelerando a ação nesta década crítica, de modo a alcançar emissões líquidas zero até 2050, em conformidade com a ciência” foi assumido pelo presidente da COP30, André Corrêa do Lago, no encerramento da conferência de Belém. Para construí-lo, a Presidência da COP30 está em diálogo com representantes de governos nacionais e subnacionais, do setor privado, da sociedade civil, do setor financeiro, entre outros grupos.
O documento não mandatado é resultado de debate levantado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Belém sobre a superação da dependência dos combustíveis fósseis. Em fala no dia 7 de novembro, mencionada por Ana Toni em seu discurso, o presidente Lula ressaltou a insustentabilidade de um modelo de desenvolvimento baseado no uso intensivo de combustíveis fósseis, vigente há 200 anos, e afirmou que “o mundo precisa de um mapa do caminho claro para acabar com essa dependência dos combustíveis fósseis”.
A diretora executiva da COP30 agradeceu pelas 267 contribuições que a Presidência da COP30 recebeu para o mapa do caminho de combustíveis fósseis após consulta encerrada neste mês.
“Não há dúvidas de que essa conferência irá trazer observações vitais, ideias estratégicas, contribuições e soluções para o mapa do caminho”, disse Ana Toni. “Essa conferência reúne sociedade civil, governos subnacionais, setor privado, movimentos e governos não para tentarmos convencer uns aos outros sobre a necessidade da transição para o afastamento dos combustíveis fósseis, mas para debatermos ações pragmáticas e soluções que podem e devem ser adotadas nacional e internacionalmente para acelerar a transição”.
A economista destacou também que o cenário geopolítico conturbado apenas reforça a necessidade da transição. A guerra no Irã, disse ela, mostra que “a implementação rápida da já acordada transição para o afastamento dos combustíveis fósseis é vital não só para o combate à mudança do clima”.
“Ela também é vital para a segurança e a soberania energéticas, para a segurança e a equidade econômicas, para a justiça e para a paz”, concluiu Ana Toni.
Foto: Felipe Werneck/COP30
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