É possível praticar manejo florestal de forma socialmente justa, ambientalmente correta e economicamente viável? Esta foi uma das questões que especialistas na área ambiental do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Informação (Sedecti), foram verificar, in loco, na quinta-feira (19/05), na sede da Mil Madeiras Preciosas, empresa localizada na rodovia AM-363, Km 1,5, zona rural de Itacoatiara (a 176 quilômetros de Manaus).

Com o tema “O Manejo Florestal como Instrumento do Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental no Amazonas”, os profissionais conheceram, na teoria e na prática, como funciona o sistema de exploração florestal sustentável da madeira.

“A proposta do Governo do Amazonas é para que possamos avançar, e temos projetos interessantes, como o manejo florestal nas reservas do estado. E o que vimos aqui nesta empresa, foi um exemplo de manejo planejado, com tecnologia, precisão, que possui selos de Certificação Florestal rigorosos. Realmente, um sistema de exploração sustentável e diferenciado”, avaliou Valdenor Cardoso, secretário executivo de Desenvolvimento da Sedecti.

Responsável por formar gerações de engenheiros florestais no Amazonas, o professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Luis Antonio, também considera a prática do manejo sustentável uma alternativa econômica viável para o estado.

“O manejo florestal é uma alternativa econômica importante para o desenvolvimento da nossa região e precisa ser desmistificado, porque ele é sustentável, é viável e pode trazer riquezas para nossa gente. E este modelo da Mil Madeiras é exitoso”, avalia.

Segundo a engenheira florestal, Nadiele Pacheco, o manejo florestal sustentável objetiva manter a floresta viva. Para tanto, tal técnica precisa explorar os recursos da flora de forma o menos destrutiva e invasiva possível.

“O impacto ambiental tem que ser mínimo. E a resposta do trabalho deles é impressionante. Após 13 anos, vê-se a recuperação da floresta, bem como a capacidade de resiliência da fauna, apresentada por meio do monitoramento das câmeras instaladas nas áreas manejadas”.

Especialistas – Além da Sedecti e UEA, participaram do evento engenheiros florestais, ambientais e de pesca, agrônomos, biólogos, estudantes, representantes do Banco da Amazônia (Basa), da Sepror, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), das prefeituras de Silves e Itacoatiara, e o coordenador do Grupo de Trabalho de Procuradores de Estado do Meio Ambiente da Amazônia Legal, procurador do Estado, Daniel Viegas.

História – A Mil Madeiras Preciosas foi fundada em 1994. É uma filial do grupo suíço Precious Woods (PW) e está situada em Itacoatiara mediante operações de manejo florestal sustentável e produção industrial madeireira.

A empresa tem 800 funcionários e é considerada referência no ramo de produtos madeireiros de florestas nativas no Brasil e no mundo. O Grupo PW é uma corporação empresarial de capital aberto, com ações comercializadas em Zurique, na Suíça, organizada sob o formato de holding. Foi estabelecido com o objetivo de provar que é possível investir em projetos sustentáveis, com viabilidade econômica e responsabilidade socioambiental.

“É uma satisfação imensa tê-los aqui. Acredito que, a partir deste workshop, possamos estar dando o pontapé inicial para que o Amazonas se torne o primeiro estado brasileiro a apoiar o manejo praticado de forma ambientalmente correta, economicamente viável e socialmente justo”, disse João Cruz, responsável pelas operações do Grupo Precious Woods Amazon (Mil Madeiras Preciosas Ltda).