O comércio eletrônico não vai acabar com o varejo físico, pelo menos a curto e médio prazos. A experiência de compras presenciais em lojas ainda é muito importante para parcela significativa dos consumidores. Mas a tecnologia pode ajudar, e muito, a melhorar a experiência e a interação dos centros de compras entre os mais diversos canais, inclusive os mais tradicionais, como lojas de rua e shoppings centers.

“As lojas físicas não estão morrendo, pelo contrário. O consumidor gosta de ter à disposição as mais diversas maneiras de comprar, seja pela internet ou na loja. O que está acontecendo é que a tecnologia da experiência de compra digital está sendo levada aos ambientes físicos”, explica Natalia Sperati, sócia de consultoria em Transformação de Negócios da EY para o setor de Varejo e Bens de Consumo, à Agência EY.

Na edição 2022 da National Retail Federation (NRF), maior feira do segmento de varejo do mundo e realizada em Nova York no começo do ano, o público pôde conhecer algumas dessas experiências. Entre elas, sofisticados totens de demonstração de mercadorias.

Em uma prateleira de garrafas de vinhos, por exemplo, o cliente aproxima o celular de um QR code e tem mais informações sobre a bebida, a safra, o produtor etc. Uma experiência muito comum em lojas virtuais, em que, a cada clique, aparecem mais dados sobre a mercadoria.

Outra ferramenta tecnológica que complementa a experiência na loja física é a realidade aumentada – interação de elementos virtuais a visualizações do mundo real por meio de um aplicativo.

Isso permite, por exemplo, que a pessoa escolha um sofá no mostruário da loja e, por meio da realidade aumentada, aplique as mais diversas cores e ambientes. Será possível visualizar rapidamente até como o sofá vai ficar na sua sala e na cor que deseja.