A Escola Estadual Ruy Araújo, no bairro da Cachoeirinha, zona Sul de Manaus, recebeu na manhã desta quinta-feira (28), a segunda atividade do projeto “Suframa nas Escolas”. O objetivo da iniciativa é conscientizar alunos finalistas do ensino médio de escolas públicas sobre a importância do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) e os benefícios da mesma para a Amazônia Ocidental e Amapá, nos aspectos econômico, social, ambiental e tecnológico.

A palestra foi ministrada pelo engenheiro da Autarquia Alberto Tuma Neto, que forneceu informações essenciais sobre o histórico e o funcionamento da ZFM, tal como a atuação da Suframa na Amazônia Ocidental e Amapá, enfocando ações como o cadastro de empresas, gestão dos incentivos fiscais, controle da entrada de mercadorias, atração de investimentos e aprimoramento do ecossistema da pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) na região.
Para atrair e manter a atenção dos estudantes, o engenheiro destacou dados que podem ser objeto de questões de vestibulares e concursos, assim como fez comparações inusitadas como a relação entre o salário do jogador Neymar e o faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM). “Neymar, que ganha cerca de R$ 22 milhões mensais, precisaria trabalhar 7.226 meses para obter o equivalente ao faturamento do PIM no ano de 2021”, frisou Alberto Neto.
Potencial elevado
O Suframa nas Escolas é realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc), que definiu o cronograma das palestras. De julho a novembro serão realizadas o total 10 palestras, sendo duas por mês.
A primeira palestra da retomada do projeto ocorreu na terça-feira (26), no auditório do CETI Gilberto Mestrinho, localizado no bairro de Educandos, zona Sul, e foi ministrada pela coordenadora-geral de Estudos Econômicos e Empresariais (Cogec), Ana Maria Souza. O evento oficial foi presidido pelo superintendente da Suframa, Algacir Polsin.
Ele destacou a retomada da iniciativa, principalmente, pelos benefícios e oportunidades que produz ao público-alvo, que são os jovens. “Trata-se de um público com elevado potencial de influenciar o futuro da ZFM, seja como parte da mão de obra, como propagador de informações ou até com papel decisório”, explica Polsin, acrescentando que muitos dos estudantes alcançados no projeto já deverão ingressar em cursos oferecidos pela Universidade Estadual de Manaus (UEA), cujo orçamento é financiado com recursos advindos das empresas do PIM. “Nosso planejamento prevê a expansão do projeto para as escolas públicas dos demais Estados de abrangência da Suframa, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima”, frisa.
Palestras
Além de exposição de slides, as palestras contam com arquivos multimídias incluindo um vídeo de animação sobre a ZFM, de pouco mais de um minuto, cedido em cortesia pela Rede Amazônica e outro gravado em parceria com a TV Encontro das Águas, de dois minutos, e que conta com a participação de servidores da Autarquia.
Os palestrantes também receberam um texto elaborado pela Coordenação Geral de Estudos Econômicos e Empresariais da Suframa (Cogec), para servir de base inicial para os voluntários elaborarem o conteúdo das apresentações.
Próxima
A palestra seguinte será realizada no dia 24 de agosto, na Escola Professora Ondina de Paula Ribeiro, no bairro Japiim, zona Sul.
Memória

Em 2005, o projeto Suframa nas Escolas realizou 30 palestras em Manaus, superando as expectativas previstas de 18 palestras, alcançando quase 2.500 alunos e professores.