Como parte da programação da Semana do Meio Ambiente, a Unidade Gestora de Projetos Especiais do Governo do Amazonas (UGPE) está promovendo um ciclo de debates sobre saneamento básico e resíduos sólidos, para funcionários e parceiros do órgão. A programação acontece até esta sexta-feira (10/06) na sede da UGPE.

Nesta quinta-feira (09) foi realizada a palestra sobre Saneamento no Amazonas, com a  engenheira Maysa Angst; no dia anterior, houve uma mesa redonda sobre Reciclagem em Manaus, com a participação do secretário municipal de Meio Ambiente, Antônio Stroiski e, amanhã, no encerramento da programação, acontece a palestra do embaixador do Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB) em Manaus, o biólogo Daniel Santos.

Segundo o subcoordenador Ambiental da UGPE, Otacílio Cardosos, os temas em debate têm fundamental importância, já que fazem parte do eixo de trabalho do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+).

“O lixo jogado nos igarapés gera um custo alto aos cofres públicos com a  limpeza. Então, é importante a gente colocar isso na mesa para ver os pontos críticos e ver onde podemos melhorar nessa questão dos resíduos sólidos e, consequentemente, contribuir com o avanço do saneamento básico”, explica.

A gestora ambiental da UGPE, Camila Fuziel, que mediou a mesa redonda, destaca que apenas 8% do lixo produzido no Brasil é tratado. “É uma taxa pequena, considerando que parte desse lixo poderia ser reciclada, evitando poluição e a degradação do meio ambiente”, pondera. De acordo com ela, somente em Manaus são geradas, diariamente, 30 toneladas de lixo.

Durante a mesa redonda foi discutido, ainda, o papel do poder público no plano estadual e municipal de resíduos sólidos. O secretário Municipal de Meio Ambiente, Antônio Stroiski, destacou o papel da sociedade na redução da poluição pelo lixo. “É preciso que cada indivíduo faça sua parte. A gente tem que sempre reavivar as discussões sobre a reciclagem de resíduos, porque as soluções para a destinação correta do lixo não podem partir só do poder público. Só vamos obter um resultado positivo nessa questão, quando existir o engajamento da população”, afirmou Stroiski.

A engenheira ambiental Maysa Angst trouxe, em sua palestra, a discussão sobre o saneamento no contexto da cidade e do próprio Prosamin+, dentro dos quatro pilares do programa – água, esgoto, drenagem e a gestão de resíduos sólidos. Na questão dos resíduos, ela destacou a importância de ter  um olhar diferenciado para o consumo sustentável. “Precisamos trabalhar a gestão integrada do resíduo sólido de forma eficaz. Sensibilizar a sociedade, trabalhar para não gerar o resíduo, escolhendo o que consumir, antes mesmo de pensar em como tratar o que já foi gerado”, afirmou.