O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), participa nesta terça-feira (22/03), da programação desenvolvida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em alusão ao Dia Mundial da Água, orientando os alunos das escolas visitantes sobre temáticas voltadas ao descarte de resíduos sólidos e proteção dos mananciais de água doce. O evento está sendo realizado no Parque Estadual Sumaúma, zona norte da capital.

Em um dos temas abordados pelas representantes do Ipaam no evento, os estudantes conhecem sobre a distribuição da água no mundo, com a informação de que a Terra tem cerca de 0,63% de sua água doce em estado líquido distribuídos nos rios, lagos e igarapés. Em estado sólido, são 2,07%, em geleiras. No que diz respeito à Amazônia, são mais de 80% da água superficial, somente no Brasil, enquanto 45% estão em subsolos brasileiros.

As analistas explicam aos alunos que a quantidade expressiva é utilizada em diversos aspectos e que são encontradas essencialmente no cotidiano humano. A água, integralmente, tem seu valor social (saúde, alimentação, lazer), econômico (energia) e ecológico (meio ambiente), sendo assim, configura-se em um recurso hídrico inerente à existência e progresso da vida.

Os alunos também ficaram sabendo que ações como desmatamento próximo a corpos d’água, descarte dos resíduos (lixo) diretamente sobre igarapés ou rios, e construções irregulares de estações de tratamento de esgotos, são apenas algumas das razões que explicam o desenvolvimento dos impactos negativos sobre a qualidade hídrica. Aqui se destacam a poluição, falta d’água para beber e atividades domésticas, além da proliferação de doenças por contaminação.

Atuação do Ipaam – O Ipaam atua por meio da Gerência de Recursos Hídricos (GERH) para combater essa realidade, mediante processos de licenciamento para outorga do uso de água (pessoa jurídica e física) e vistorias nas estações de tratamento de esgoto (ETE) da capital – que, segundo dados da Gerência, contabilizam mais de 70, porém poucas já estão com o licenciamento em dia.

Também são vistoriados os poços tubulares, que realizam a captação de água subterrânea e superficial.

Equipes da GERH também desenvolvem ações de fiscalização nos flutuantes dos corpos d’água, a exemplo do Lago Tarumã-Açu, e ainda o monitoramento da qualidade hídrica, realizado inicialmente nas bacias que abrangem Manaus. A iniciativa acontece por meio de parceria entre o grupo de pesquisa Química Aplicada à Tecnologia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), juntamente com técnicos da Gerência, no Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas, Ar e Solos do Amazonas (ProQAS/AM) com uma embarcação-laboratório equipada para o trabalho, inaugurada no último dia 15.

A professora de História da Escola Estadual Dom João de Souza Lima, Lorena Rodrigues, que acompanhou seus alunos na visita ao parque, avalia a ação de forma positiva e aponta os resultados proveitosos que os mesmos terão ao pensarem conscientemente no futuro.

“Eu achei excelente essa ideia, porque é uma aula diferenciada para eles enxergarem também a natureza de uma outra forma, além dos livros. No Dia Mundial da Água, eles têm que realmente aprender o significado e aprender as consequências, inclusive, de que se eles não tratarem da água, se eles não cuidarem do meio ambiente, as consequências virão no futuro. Ou seja, eles, hoje, aprendem a pensar além e repensar o amanhã de forma sustentável”.

Conscientização – Outra iniciativa do Ipaam, e que atende ao público em geral visando a conscientização, bem como a transformação de atitudes ecológicas para futuras gerações, é a educação ambiental, promovida pelo Núcleo de Educação Ambiental (NEA), que está presente no evento do Parque Estadual Sumaúma.

A geógrafa Vandete Rocha, que faz parte da equipe do NEA, também destaca a importância de se fazer lembrar a data com um olhar cada vez mais consciente, utilizando ferramentas como a educação para fomentar mudanças.

“Parece que a educação ambiental é muito repetitiva, mas é essencial explicar e relembrar a importância da água para a vida. Hoje temos uma quantidade hídrica considerável? Temos, mas a qualidade da água está mudando e está sendo perdida, principalmente pela ação humana. Por isso é necessário continuarmos conscientizando, porque água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. A mudança virá”, reflete Vandete.