Mais de 2 mil trabalhadores estão envolvidos na preparação das alegorias, fantasias e apresentações musicais neste Carnaval, que vai ser realizado em formato de live, de 17 a 19 de março, no Centro Convenções – Sambódromo. Conforme a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a geração de renda acontece de forma direta e indireta nos barracões das escolas de samba de Manaus.

De acordo com o secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, o Carnaval aquece a economia, gerando postos de trabalho em diversas áreas, desde a criação de fantasias e alegorias até trabalhadores de transporte por aplicativo.

“Em uma edição regular do Carnaval, geramos cerca de 10 mil postos de trabalho, sendo 4,5 mil somente nos galpões dos grupos Especial e Acesso. O que denota essa importância do Estado no apoio a esses eventos. Com esse cenário de melhora da Covid-19 já foi possível, com a Live de Carnaval, gerar mais de 2 mil postos de trabalho diretos e indiretos neste ano”, declarou o secretário.

As escolas estão se empenhando para mostrar a tradição do samba amazonense, mesmo sem o caráter competitivo. Cada escola vai levar uma alegoria e itens como mestre-sala e porta-bandeira, bateria, puxador de samba, passistas e alas, com número de integrantes reduzido de até 400 pessoas.

A aderecista Bel Costa, que trabalha há 12 anos no Carnaval, está levando o trabalho artístico para a avenida e deixando para trás o período em que as máscaras de proteção contra a Covid-19 ajudavam na renda da família.

“Nós estamos muito felizes, eu sei que está bem reduzido, mas acho que deu para gente tirar um pouco esse pensamento de pandemia. Deu para ajudar um pouco meu pessoal que está aqui trabalhando comigo”, afirma a artista da Mocidade Independente de Aparecida. “A gente gosta disso, eu gosto desse galpão. No Carnaval, eu me mudo, eu vivo aqui com meu esposo, a gente vive nossa vida aqui durante dois meses. Então, a nossa vida é isso, é a arte”, destaca Bel Costa.

O artista plástico Natalício Vasconcelos diz que ficar longe do Carnaval foi muito difícil, mas o retorno tem sido animador, criando boas expectativas para o setor.

“É muito gratificante estar voltando, porque o que a gente gosta de fazer é isso: o trabalho artístico. Isso é muito bom, muito importante, apesar das coisas estarem abrindo devagarzinho, é só ter cautela, paciência que a gente vai voltar ao normal. Essa live é a melhor coisa que poderia acontecer, para começar a se preparar e no próximo ano estar tudo certo”, comenta Natalício.

Desfile e entrada do público

As escolas vão iniciar o desfile pela concentração, com evolução em frente ao palco da apresentação, montado ao fim dos blocos A e E. O tempo máximo de desfile de cada agremiação é de até 30 minutos para os Grupos de Acesso e 40 minutos para as escolas do Grupo Especial.

O público, fixado em 3 mil pessoas, vai contar com duas entradas. Uma localizada na Rua Jornalista Flaviano Limongi (entre o Sambódromo e a Arena da Amazônia) e a segunda entrada estará disponível pela Avenida do Samba (escada das baianas).

Para acessar o evento, o público, os foliões das escolas e os trabalhadores envolvidos na ação devem apresentar a carteira de vacinação com o ciclo atualizado de imunização contra a Covid-19, na entrada do evento.

 

 

 

 

FOTOS: Michael Dantas/Secretaria de Cultura e Economia Criativa