O expertise do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pode ser utilizado para colaborar com o modelo de negócios que vem sendo estudado para o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). Este foi um dos tópicos tratados durante reunião ocorrida na sede do CBA, realizada na última semana de fevereiro, entre o gestor do Centro, Fábio Calderaro, o presidente do INPI, Cláudio Furtado, e o coordenador-geral de Disseminação para Inovação do Instituto, Felipe Augusto de Oliveira.

Na ocasião, o presidente do INPI buscou mais informações sobre as atividades do CBA e como está o avanço do trabalho que deve definir sua forma de atuação em curto prazo, a partir do resultado das discussões que ocorrem em âmbito ministerial para alavancar o Centro após sua reestruturação. É nesta linha que o apoio do INPI para o modelo de negócios do CBA deve ser relevante.

Além disso, foi discutida a possibilidade de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para revisar a política de inovação do Centro, assim como o apoio na constituição do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e na formação de pessoal na região.

Diante do que foi observado por Cláudio Furtado, os processos em desenvolvimento no CBA já contribuem significativamente com o desenvolvimento do segmento bioeconômico regional e nacional, alinhado ao trabalho realizado por instituições em outras regiões do País que também atuam, dentre outras atividades, com foco na bioeconomia.

“O INPI pode colaborar para a definição da política de inovação do CBA, bem como na capacitação de recursos humanos quanto à política de depósito de patente e a transferência de tecnologias. Além disso, temos uma equipe qualificada para contribuir na prospecção de áreas atrativas para atuação do Centro”, ressaltou Furtado.

O coordenador-geral de Disseminação para Inovação, Felipe Augusto, ainda acrescentou que há um trabalho promovido pelo INPI no avanço do Marco Legal do Patenteamento de Biotecnologia e é possível fazer um diagnóstico e trabalhar em cooperação com o CBA neste sentido. O coordenador ainda comentou sobre a experiência do INPI na mentoria em projetos que envolvam propriedade industrial, estudos de inteligência e formação de capital humano especializado na gestão de propriedade industrial voltada à competitividade e mercados internacionais.

Apoio bem-vindo
O gestor do Centro afirmou que a aproximação e o apoio do INPI são relevantes de diversas formas, em especial neste momento de transição pelo qual o CBA está prestes a passar. “Esse trabalho conjunto com o Instituto pode permitir o auxílio na organização de registro de marcas para os produtores locais, por exemplo”, disse Calderaro, que abriu as portas da instituição para receber uma futura unidade do INPI na região.

Ao final, uma breve visita aos laboratórios do CBA foi realizada para apresentação do corpo científico do Centro e das atividades ali praticadas que já geram retorno à sociedade e para o ecossistema local de bioeconomia.