Levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo aponta que as fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus – PIM produziram 649.872 unidades de janeiro a outubro deste ano. De acordo com a associação, o volume é 15,6% superior às 562.224 bicicletas que saíram das linhas de montagem no mesmo período do ano passado.

O vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, explica que a falta de insumos ainda freia o ritmo de produção. “Ainda temos dificuldades para abastecer as fábricas com peças dos fornecedores globais. Esse é o nosso principal gargalo, pois dificulta a montagem de bicicletas e provoca a falta de alguns modelos no mercado”.

Na avaliação do executivo, a escassez de peças e componentes, como sistemas de freios, transmissões, suspensões e selins deve persistir até 2022. “Esses itens são importados de fornecedores globais que não têm conseguido atender aos pedidos. A bicicleta virou sinônimo de mobilidade segura, sustentável e saudável, especialmente durante a pandemia do coronavírus, e a procura cresceu no mundo todo”, esclarece.

Apesar dessas dificuldades, as associadas seguem investindo em tecnologias e no lançamento de novos produtos para atender ao consumidor. “As pessoas deixaram de enxergar a bicicleta apenas como uma opção de esporte ou lazer. Muitos a utilizam como meio de transporte e instrumento de trabalho”, destaca Gazola.

Produção em outubro

De acordo com dados da Abraciclo, em outubro, foram produzidas 63.336 bicicletas. O volume é 24,4% menor na comparação com setembro (83.766 unidades) e 35,6% inferior em relação ao mesmo mês do ano passado (98.330 bicicletas).

Produção por categoria

No acumulado do ano, a categoria Elétrica foi a que mais cresceu em termos percentuais. De janeiro a outubro, foram fabricadas 8.696 bicicletas, alta de 129,3% na comparação com o mesmo período de 2020 (3.792 unidades).

Em números absolutos, a Moutain Bike (MTB) liderou o ranking com 394.190 unidades, o que corresponde a 60,7% do volume fabricado. “Muitas pessoas escolhem essa categoria por sua versatilidade: pode ser usada tanto nas cidades como nas estradas. Além disso, é equipada de recursos tecnológicos, como suspensões, maior número de marchas e freios hidráulicos que garantem melhor desempenho e conforto para o ciclista”, diz Gazola.

A MTB também ocupou a primeira posição no levantamento mensal. Foram fabricadas 43.977 unidades, o que representa 69,4% do volume produzido. Em segundo lugar, ficou a Urbana/Lazer (12.387 unidades e 19,6% da produção), seguida pela Infanto-Juvenil (4.563 e 7,2%).

Exportações

No acumulado do ano, foram exportadas 18.479 bicicletas, aumento de 67% na comparação com o mesmo período do ano passado (11.063 unidades). Segundo dados do portal Comex Stat, que faz um levantamento dos embarques totais de cada mês e que foram analisados pela Abraciclo, os países do Mercosul são os principais parceiros comerciais.

O país que recebeu mais bicicletas produzidas no Brasil, foi o Paraguai. Foram embarcadas 10.121 bicicletas, o que representa 54,8% do volume total exportado. Em segundo lugar, ficou o Uruguai (6.565 unidades e 35,5% das exportações), seguido pela Bolívia (1.472 unidades e 8%).

Em outubro, as exportações totalizaram 1.706 unidades, retração de 55,1% na comparação com o mês anterior (3.803 bicicletas). Em relação a outubro de 2020, houve alta de 75,9% (970 unidades).

No ranking mensal, o maior volume de bicicletas foi embarcado para o Uruguai (959 unidades e 56,2% do total exportado). Na sequência vieram o Paraguai (511 bicicletas e 30%) e a Bolívia (160 unidades e 9,4%).