As indústrias, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), devem contratar 90 mil aprendizes no primeiro semestre deste ano. É a oportunidade de jovens e adolescentes conseguirem o primeiro emprego e receberem formação profissional por meio da Aprendizagem Industrial. O SENAI oferece, gratuitamente, o curso atrelado ao contrato de trabalho de até dois anos.


“A aprendizagem industrial do SENAI capacita o jovem, alinhado às necessidades das empresas. Isso aumenta suas chances de efetivação ao concluir o período do contrato de aprendiz. É muito importante para ele ter os dois anos de carteira assinada, mas, pensando no futuro, é mais relevante ainda garantir uma formação de qualidade, que ofereça empregabilidade”, destaca Rafael Lucchesi, diretor-geral do SENAI.


Para participar é simples. O candidato deve:
•  Ter entre 14 e 24 anos;
•  Estar matriculado a partir do 9º ano do ensino fundamental/Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou já́ ter concluído o ensino médio.

Para as pessoas com deficiência (PcDs), não há limite de idade. Já, para jovens com deficiência intelectual, não há exigência de escolaridade, são consideradas as habilidades relacionadas com a profissão. O tempo do curso também pode ser estendido para além dos dois anos.

Consulte o SENAI do seu estado sobre processo seletivo

Vale destacar que o processo seletivo varia em cada estado: na maioria, a própria indústria realiza a seleção e inscreve o jovem aprendiz no curso do SENAI. Em alguns casos, há divulgação do processo seletivo na página do SENAI. Portanto, interessados devem ficar atentos aos anúncios de vaga de jovem aprendiz feitos pelas indústrias e na página do SENAI do seu estado.

Manual de regras do Jovem Aprendiz

Para ser jovem aprendiz há algumas regras que precisam ser seguidas, certificando os direitos do empregado e do funcionário. São elas:

•    A jornada máxima de trabalho, somadas as atividades teóricas e práticas, é de 6 horas para quem não concluiu o ensino fundamental; e 8 horas para quem concluiu o ensino fundamental;
•    A remuneração do aprendiz é calculada a partir do salário-mínimo/hora e pode ser maior dependendo do setor em que atua ou de acordos coletivos.

É preciso ressaltar que a Aprendizagem Industrial é regida por nomas como o arts 428, e 429 da Consolidação das Leis Trabalho (CLT), a Lei nº 10.097/2000 e o Decreto 5.598/2005. A contratação de aprendizes é obrigatória para empresas de qualquer natureza, e opcional para as micro e pequenas ou aquelas enquadradas no SIMPLES.

Indústria deve contratar 90 mil jovens aprendizes neste primeiro semestre

Por que a aprendizagem industrial é importante?

Começar do zero pode ser um grande desafio, ainda mais em um mercado de trabalho cada vez mais exigente. Por isso, a qualificação profissional e a prática são tão importantes para jovens e adolescentes.

Com a experiência em uma indústria – o setor é responsável por 20,9% dos empregos formais e paga os melhores salários do país –, os estudantes ganham maturidade e têm mais oportunidades para fazer escolhas e traçar a trajetória profissional.

No SENAI, há oportunidades em diversas áreas, como eletroeletrônica, construção civil, automação, tecnologia da informação, logística, alimentos, mecânica, energia e muito mais.

Para o empregador, entre as vantagens está receber novos pontos de vista de jovens e criativos, o que fomenta a inovação. Além de ser possível moldar profissionais alinhados às necessidades da empresa, que conhecem a cultura da organização.

Fora que o contratante conta com a ajuda do SENAI para a capacitação dos jovens, que passam a conhecer e ter contato com as tecnologias e melhores práticas do mercado.