Reunião do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda) conta com 12 propostas de credenciamento ou de habilitação de instituições atuantes na região, das quais 11 localizadas fora da capital amazonense.

O Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda) realizou nesta terça-feira (31), por meio de videoconferência, sua 16ª Reunião Extraordinária, que contou com uma das pautas mais positivas da história recente do Comitê, uma vez que foram avaliadas 12 propostas de credenciamento ou de habilitação de Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) atuantes na região, das quais 11 estão localizadas fora da cidade de Manaus.

A diversificação da localização das ICTs credenciadas junto ao Capda, bem como o espraiamento dos recursos oriundos da Lei de Informática da Zona Franca de Manaus (Lei nº 8.387/1991), é resultado das iniciativas empreendidas pelo Ministério da Economia e pela Suframa como forma de fomentar o ecossistema regional de inovação e contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e sustentável de toda a área de abrangência do modelo ZFM – Amazônia Ocidental (Estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) e municípios de Macapá e Santana, no Amapá.

As 12 propostas submetidas à avaliação do Capda incluem a solicitação de credenciamento de duas unidades da Universidade Federal do Amapá (Unifap), localizadas em Macapá (AP); a habilitação de uma unidade da Universidade do Estado Amazonas (UEA), localizada em Tabatinga (AM); o credenciamento de três campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IFRR), localizados nos municípios roraimenses de Boa Vista, Amajari e Caracaraí; a habilitação de cinco campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), localizados nos municípios amazonenses de Humaitá, Lábrea, Manacapuru, Presidente Figueiredo e São Gabriel da Cachoeira; e a habilitação do Campus Zona Leste do Ifam, localizado em Manaus (AM).

De acordo com o superintendente da Suframa, Algacir Polsin, a Autarquia visualiza o ecossistema regional de inovação como um importante vetor econômico que deve ser potencializado com o intuito de viabilizar oportunidades adicionais de geração de emprego e renda para a população amazônida. “Analisando-se a pauta desta reunião do Capda, percebemos que está havendo um interesse e uma participação maior da comunidade científica e tecnológica de toda a região no sentido de buscar desenvolver projetos com recursos da Lei de Informática da Zona Franca de Manaus. Isso é muito salutar e vai totalmente ao encontro da proposta da Suframa, que é fazer com que esses recursos cheguem a diferentes localidades da nossa região e possam, assim, gerar benefícios em setores diversos”, avaliou Polsin.