Com o objetivo de fortalecer a matriz econômica a partir de atividades que apresentam potencial no Amazonas, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), promoveu, nesta segunda-feira (20/06), o primeiro dia de debates do Fórum Permanente de Desenvolvimento Sustentável. O evento ocorre até esta terça-feira (21/06), no Centro Cultural Palácio Rio Negro, bairro Centro, na zona sul, e prevê a criação de um plano estratégico para alavancar e diversificar a economia do estado.

Tão logo o Fórum Permanente de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas foi instituído pelo governador Wilson Lima e o titular da Sedecti, Angelus Figueira, iniciou-se a programação com os painéis sobre os seguintes temas: indústria, logística, política tributária para o Polo Industrial de Manaus (PIM), comércio, turismo, pesca esportiva, economia criativa, serviços, manejo florestal, ordenamento territorial, fundiário e ambiental, além do mercado de carbono e política nacional de Bioeconomia.

O primeiro painel teve o título “Uma Proposta de Mudança do ‘Modelo Mental’ para a Zona Franca de Manaus (ZFM) e foi realizado pelo presidente da Sociedade Fogás Ltda, Jaime Benchimol.O empresário apresentou argumentos traçados como proposta de reconfiguração da maneira como a ZFM é vista pelo mundo e destacou a realização do Fórum.

“A criação do Fórum é muito oportuna, uma vez que vem em um momento necessário. A Zona Franca de Manaus foi criada com metas de preservar a integridade nacional e diminuir as desigualdades. Hoje, após 55 anos, precisamos ajustar a mentalidade coletiva para mudar as rédeas do nosso destino. A Zona Franca de Manaus pode ser melhorada com ações que nós mesmos podemos tomar”, comentou Benchimol.

Entre as ideias expostas, o palestrante citou investir recursos e tempo para áreas como construção naval, piscicultura, aquicultura, potássio, essências e fragrâncias.

Apresentações de painéis

As palestras seguintes ocorreram em formato de painéis. O primeiro tratou sobre o “Polo Industrial de Manaus: Avanços e Desafios”. O tema teve como moderador, o ex-presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, e como conferencistas, o secretário executivo de Desenvolvimento, Jhones Lima; o professor Doutor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Augusto Barreto Rocha; e o consultor Thomaz Nogueira, em participação por vídeo.

De acordo com Lima, o maior objetivo do painel foi discutir melhorias, dificuldades e, principalmente, oportunidades para o Polo.

“Também buscamos interagir com os envolvidos no Fórum para criarmos novas possibilidades. Além disso, procuramos consolidar se o que temos em andamento, hoje, traz resultado esperado para curto e médio prazo ou se devemos reavaliar o modelo. É para isso que o Fórum foi desenvolvido”, afirmou Lima.

Barreto, por sua vez, levantou uma questão que, por diversas vezes, permeia conversas da população amazonense. O professor falou sobre o dito popular de que ‘o problema do estado seria estar situado em um ponto mais distante dos outros estados brasileiros’. Fato contestado por ele.

“A localização é uma característica imutável. Logo, não é certo, enxergarmos a distância como um problema. O verdadeiro obstáculo está na falta de adaptação para as particularidades de localizações distantes. Para isso, precisamos investir esforços nos meios de tráfegos possíveis na nossa região”, alegou.

O segundo painel intitulado “Avanços e Desafios nas Áreas de Comércio, Serviços e Turismo”, teve como moderador, o gerente do Sebrae Amazonas, Vicente Schettini e como conferencistas: o representante da Amazonastur, Daniel Bernardes; o representante da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Turenko Beça; o chefe do Núcleo de Pesca da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema); Rogério Bessa.

O terceiro painel e último do primeiro dia, foi sobre “Serviços da Floresta – Avanços e Desafios”, que teve como moderador, o procurador do Meio Ambiente (PMA) da PGE-AM, Daniel Viegas. Como conferencistas, o diretor da Mil Madeiras Preciosas, João Cruz; a representante da Agência de Cooperação Técnica Alemã (GIZ), Magna Cruz; e o coordenador do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Daniel Vargas, por meio de videoconferência.