Após um ano de extremas dificuldades, com os problemas que impactaram a vida das pessoas e da economia, com a pandemia de Covid-19, o Polo Industrial de Manaus (PIM) deve fechar o ano com um faturamento em torno de US$ 30,68 bilhões, alta de 34,04% sobre 2020, equivalente a R$ 162,99 bilhões. O balanço é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, que aponta previsão de crescimento de 35,77%, em 2022.

“Enfrentamos uma crise sem precedentes, mas vislumbramos um horizonte mais promissor para o próximo ano”, disse o dirigente. “No Amazonas tivemos a falta de insumos nacionais e importados, o aumento da cotação do dólar, o encarecimento vertiginoso dos custos de produção, o aumento dos combustíveis”, apontou. “Como resultado, tivemos queda da oferta de produtos e desemprego, entre outros problemas”, enfatizou o presidente da FIEAM, ao apontar estimativa que a média anual da mão de obra deverá ser de 102 mil empregos no ano de 2021.

“Em mais uma crise, desta vez agravada por fatores além dos econômicos, mas que impactaram diretamente a atividade produtiva, constatamos o poder de reação da nossa indústria local, que direcionou seus esforços na superação desses obstáculos, contando sempre com a participação positiva do poder público como um todo e das autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”.

Antonio Silva destacou que, mesmo com a segunda onda de Covid-19, a indústria do Amazonas obteve índices mais satisfatórios, demonstrando uma significativa recuperação.

Subsetores em 2022

De acordo com as projeções do presidente da FIEAM, em 2022, o PIM deverá ter um crescimento positivo em todos os subsetores industriais.

No segmento Eletroeletrônico, que lidera o faturamento, as estimativas apontam para um crescimento em real de 18,52%, atingindo valor de R$ 35,06 bilhões. Ou se calculado em dólar, crescimento de 16,39%, prevendo-se um faturamento de US$ 6,57 bilhões.

Já o subsetor de Informática, em 2022, deve atingir em real, um faturamento de R$ 44,78 bilhões equivalente a um crescimento de 42,24%, devendo crescer também quando calculado em dólar 40,70%, totalizando US$ 8,39 bilhões.

O setor de Duas Rodas deverá apresentar recuperação, crescendo o seu faturamento em real 38,21%, que equivalem a R$ 20,25 bilhões, correspondendo na moeda americana a US$ 3,81 bilhões com crescimento de 34,99%.

O subsetor Químico deverá registrar um aumento de 41,75% no seu faturamento em real, atingindo R$ 14,22 bilhões, que se considerado em dólar atingirá US$ 2,68 bilhões e aumento de 39,86%.

A indústria do segmento Mecânico deverá faturar R$ 12,52 bilhões, com crescimento de 58,73%, equivalente a US$ 2,34 bilhões, com crescimento de 55,34%, em dólar.

O subsetor Termoplástico tem faturamento estimado em R$ 13,70 bilhões que correspondem a US$ 2,57 bilhões, devendo crescer 55,24%, considerando-se em real, ou 52,83% considerando-se o dólar.

No segmento Metalúrgico, que apresentou bom desempenho este ano, deverá crescer 35,57% se considerado em real e 33,13% se calculado em dólar. Estimando-se o valor de R$ 13,25 bilhões que equivale a US$ 2,49 bilhões.

E no subsetor Relojoeiro do PIM há previsão de faturamento da ordem de R$ 1,16 bilhão, com crescimento de 22,09% e se calculado em dólar o valor de US$ 0,218 bilhão (US$ 218,33 milhões), crescimento de 21,09%.

Exportações

De acordo com Antonio Silva, as exportações do PIM este ano devem crescer em real 21,75%, totalizando R$ 2,50 bilhões. Calculado em dólar o aumento será de 19,74%, totalizando US$ 470,77 milhões.

O dirigente destaca que o aumento de produção é acompanhado pelo aumento das importações, que devem fechar o ano com o aumento de 44,77% somando US$12,29 bilhões, equivalente a R$ 65,61 bilhões e aumento de 47,20%.

“Não obstante o cenário para o próximo ano possa apresentar muitas incertezas e seja um ano de eleições, somos otimistas, confiamos na capacidade de superação do povo brasileiro e da melhora das condições econômicas do país”, pontuou Antonio Silva.